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Economia

Governo do DF e assessora de Ibaneis tornam-se réus em processo da CVM

Ação trata de supostas irregularidades em transações bilionárias entre o BRB e o Banco Master

Agentes da PF visitam sede do BRB, em Brasília | Foto: José Cruz/Agencia Brasil
Agentes da PF visitam sede do BRB, em Brasília | Foto: José Cruz/Agencia Brasil

O governo do Distrito Federal e Juliana Monici Souza Pinheiro, chefe de gabinete do governador Ibaneis Rocha (MDB), passaram a figurar como réus em um processo aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) envolvendo o Banco de Brasília (BRB). 

A CVM incluiu Juliana por integrar o conselho fiscal da instituição, sob controle do Executivo local. O órgão informou que não comenta casos específicos. Afirmou, no entanto, que o conteúdo do procedimento segue sob sigilo, embora seu registro conste no site da instituição.

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Governo: BRB excedeu nos limites 

A abertura do processo ocorre um dia depois da prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio provocou o afastamento do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal apura operações entre o BRB e o Master. As transações somam R$ 16,7 bilhões, no período de julho de 2024 a outubro de 2025. 

Segundo a CVM, as movimentações sugerem a existência de uma estrutura contábil e financeira para possibilitar a captação de recursos pelo Master junto ao banco brasiliense. As investigações apontam que o BRB já havia alcançado o limite de exposição permitido em relação ao Master.

O quadro restringia novas operações com o banco de Vorcaro. Esse limite corresponde ao volume máximo de crédito, garantias ou outros instrumentos que uma instituição financeira pode concentrar em um único cliente. O mecanismo existe para reduzir riscos excessivos e proteger o sistema de perdas decorrentes de inadimplência.

Para contornar essa restrição, o Master teria transferido para a consultoria Tirreno a titularidade de operações classificadas como suspeitas. A empresa foi criada em novembro de 2024, pouco antes do início das negociações, e, no mês seguinte, passou a ter como diretor André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Master, preso na última terça-feira. 

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