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Economia

Governo do DF pede retirada de imóveis de lei que capitaliza o BRB

Mudança ocorre enquanto banco enfrenta crise bilionária

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, durante coletiva, fala sobre as explosões na Praça dos Três Poderes | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, durante coletiva, fala sobre as explosões na Praça dos Três Poderes | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Governo do Distrito Federal (GDF) encaminhou à Câmara Legislativa do DF (CLDF), nesta segunda-feira, 27, um pedido para retirar dois imóveis públicos da lei que estabeleceu medidas para capitalização do Banco de Brasília (BRB).

O projeto foi protocolado pela governadora Celina Leão (PP), que solicitou a exclusão da Gleba A da Serrinha do Paranoá e de outro imóvel localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

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Segundo documento da assessoria legislativa da Secretaria de Economia anexado ao pedido, a mudança busca corrigir um erro na indicação das áreas. O texto afirma que os imóveis não poderiam cumprir o objetivo da lei, que é recompor, reforçar ou ampliar o patrimônio líquido e o capital social do banco.

Quando assumiu o governo, Celina já havia sinalizado a retirada da área da Serrinha do Paranoá. À época, afirmou que a região precisa ser preservada por questões ambientais.

“A questão ambiental é séria”, disse, ao portal Metrópoles. “Isso poderia contaminar os demais ativos para capitalização do BRB e manter o questionamento na Justiça. A área precisa ser preservada, tem muitas nascentes ali”.

Crise no BRB

Sede do BRB, em Brasília: perda de foco | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Sede do BRB, em Brasília | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A revisão ocorre em meio à pior crise financeira da história do BRB, depois de prejuízos relacionados a negócios com o Banco Master.

Auditoria interna contratada pela nova gestão sinalizou que R$ 13,3 bilhões em carteiras adquiridas eram total ou majoritariamente desprovidos de lastro.

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Diante do cenário, o banco tenta reforçar o capital e a liquidez. Entre as medidas, está a tentativa de obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, com bens do GDF como garantia, além da venda de ativos.

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