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Economia

Governo oficializa salário mínimo de R$ 1.621 em 2026

Novo valor impacta benefícios como INSS, seguro-desemprego e abono salarial

A economia brasileira em 2023 e em 2024
O reajuste de 6,79% começa a valer em janeiro | Foto: Reprodução/Pixabay

O governo federal confirmou, nesta quarta-feira, 10, que o salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, um acréscimo de R$ 103 em relação ao piso atual. O valor leva em conta os critérios adotados pelo Ministério do Planejamento, que combinam inflação acumulada e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

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O reajuste de 6,79% começa a valer em janeiro, com reflexo direto no pagamento de fevereiro.

A fórmula inclui dois componentes: a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, e o crescimento real do PIB de dois anos anteriores. Para o cálculo de 2026, o governo considerou o desempenho de 2024, que teve alta de 3,4%.

Como resultado, o novo valor afeta despesas vinculadas ao piso, como aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social, seguro-desemprego, abono salarial e Benefício de Prestação Continuada.

Estudo indica valor ideal do salário mínimo muito acima do piso

Segundo levantamento Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o salário mínimo necessário em setembro de 2025 seria de R$ 7.075,83, considerando o custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo. Em janeiro, o valor ideal estimado era de R$ 7.156,15.

A entidade calcula mensalmente o piso com base nas exigências constitucionais. Elas preveem um valor suficiente para cobrir alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência para uma família de quatro pessoas. No mês de agosto, esse valor foi de R$ 7.147,91 — ou 4,71 vezes o salário mínimo em vigor.

+ Leia também: “Salário mínimo ideal no Brasil ultrapassa R$ 7 mil, afirma Dieese”

Em outubro, o piso estava em R$ 1.518, com alta de R$ 106 em relação a 2024. Mesmo com o reajuste, o Dieese afirma que o valor permanece muito abaixo do necessário para suprir os custos essenciais das famílias brasileiras.

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