O governo Lula considerou um aumento das alíquotas do Imposto de Importação ao projetar arrecadação de R$ 14 bilhões adicionais em receitas em 2026. O Congresso incluiu essa previsão no relatório de receitas do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem, divulgado na última quarta-feira, 3.
Segundo a apuração do jornal Valor Econômico, ainda não houve definição dos setores e de produtos afetados. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, aço, químicos e carros elétricos estão entre os produtos que podem ser afetados. O Executivo pode efetivar a mudança por decreto, sem necessidade de detalhamento prévio ao Legislativo.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
O aumento projetado na arrecadação servirá para abrir um espaço fiscal de R$ 13,2 bilhões, em linha com o que autoriza a PEC n° 66, aprovada pelo Congresso, de modo a permitir uma folga de até cerca de R$ 13,8 bilhões no Orçamento do próximo ano.
A Comissão Mista de Orçamento validou a expectativa de R$ 14 bilhões extras com o Imposto de Importação para 2026, com base no parecer apresentado pela senadora Dorinha (União-GO), relatora da Receita do PLOA. Não foi especificado se o aumento virá exclusivamente de elevação de alíquotas.
Segundo o relatório aprovado, a arrecadação prevista com o Imposto de Importação principal deve saltar de R$ 103 bilhões para R$ 117 bilhões em 2026. Dorinha explicou que a medida se baseia em análises sobre a “melhoria das condições de concorrência” em setores avaliados e reflete ações de defesa comercial que o Executivo vem preparando a partir de demandas de alguns segmentos.
“Considerando o estabelecimento, pelo Poder Executivo, de medidas de defesa comercial pleiteadas por setores produtivos nacionais, tem-se como projeção o ingresso de novas receitas no valor de R$ 14 bilhões no ano calendário de 2026”, registrou o parecer da senadora.

Destino das receitas e novas regras fiscais
Parte desse valor será destinada à recomposição das emendas de comissão RP8, que estavam sem recursos na proposta orçamentária original, o que permitiria o fortalecimento da reserva para essas demandas com a reestimativa de receitas. A Emenda Constitucional n° 136 também elevou o teto de gastos de 2026 em R$ 13,8 bilhões, excluindo precatórios do limite de despesas e determinando sua incorporação gradual à meta fiscal da União.
O governo só não incluiu esse espaço fiscal no PLOA por ainda precisar comprovar receitas equivalentes, para não comprometer a meta fiscal. Com a nova projeção de arrecadação do Imposto de Importação, essa condição foi atendida.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.