Grevistas do BC cobram governo e admitem atrasos no Pix

Líder dos servidores diz que categoria vai respeitar serviços essenciais, mas reconhece possíveis instabilidades
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Greve de servidores do BC pode afetar serviços bancários
Greve de servidores do BC pode afetar serviços bancários | Foto: Arquivo/Agência Brasil

Os servidores do Banco Central confirmaram o início da greve para a sexta-feira, 1º de abril. Nesta quarta-feira 30, o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) lamentou o insucesso nas negociações com o governo e admitiu que a sociedade pode enfrentar dificuldades em alguns serviços, como atrasos no Pix.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Jovem Pan, Fábio Faiad criticou a postura do governo nas negociações. A categoria aceitou trabalhar em regime de apenas quatro horas até 31 de março. Mais de 90% dos 1.300 servidores concordaram com o movimento, que reivindica reajuste salarial de 26% e reestruturação de carreiras.

“A greve é inevitável por conta do governo. A gente vem tentando conversar desde janeiro, de fevereiro e do começo de março, mas não houve canal de comunicação”, comentou Faiad.

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“Os servidores estão há mais de três anos pedindo mudanças na carreira. Tivemos uma reunião ontem com o Roberto Campos Neto, mas não houve avanços. A greve continua”, acrescentou, em menção ao presidente do BC.

Segundo o líder dos servidores do Banco Central, a sociedade brasileira pode enfrentar instabilidade em alguns serviços bancários do dia a dia.

“A categoria tem a responsabilidade de cumprir a lei a respeito de serviços essenciais. Mas o Pix pode sofrer alguns atrasos, assim como algumas outras funcionalidades”, declarou o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários.

Em nota divulgada na última terça-feira, o Banco Central tentou tranquilizar a sociedade, afirmando que tem planos de contingência para manter o funcionamento dos sistemas críticos para a população, incluindo o Pix.

A greve começa oficialmente na sexta-feira, por tempo indeterminado, mas os grevistas correm contra o tempo para tentar algum avanço durante a semana. Tudo porque a lei eleitoral veta reajustes em anos de pleitos. Mas, segundo Faiad, a categoria entende que a norma passa a valer a partir de 2 de abril — seis meses antes do primeiro turno.

“A gente está disposto a negociar com muita boa vontade, ir para a mesa de negociação e buscar alternativas. Mas o governo não nos recebe, não apresenta propostas concretas. Por isso a radicalização do movimento. A sociedade acaba pagando sem merecer”, comentou o líder do sindicato.

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3 comentários Ver comentários

  1. Esses sanguessugas são sustentados pelos pagadores de impostos que eles estão chantagiando e prejudicando. A era dos PTralhas passou e a desses corporativistas devia acabar também.

  2. Funcionários Públicos e de Estatais tem quer ser proibidos de fazer greve, pois usam a população como instrumento de pressão. Além de ter salários e vantagens inimagináveis em relação aos empregados de empresas privadas.

  3. Essa é a herança maldita das esquerdas quando no poder, deixas as Instituições cheias de ratazanas, desqualificados com altos salários se achando importantes, com instinto voraz de destruição.

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