Grevistas do BC prometem radicalizar se governo priorizar policiais

Greve começa nesta sexta-feira e pede reajuste de 26%. Categoria diz que vai respeitar serviços essenciais no primeiro momento
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Greve de servidores do Banco Central começa nesta sexta-feira, 1º de abril
Greve de servidores do Banco Central começa nesta sexta-feira, 1º de abril | Foto: Arquivo/Agência Brasil

A greve dos servidores do Banco Central (BC) começou oficialmente nesta sexta-feira, 1º, com adesão de 60% a 70% da categoria. A informação é do Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal), que promete radicalização caso o governo priorize o reajuste salarial aos policiais federais.

O sindicato aprovou na última segunda-feira a paralisação a partir desta sexta-feira, com tempo indeterminado de duração. O movimento reivindica reajuste salarial de 26% e reestruturação de carreiras, mas teme que o governo de Jair Bolsonaro passe na frente a categoria policial, que também reclama por aumento, por meio de medida provisória.

“Se o Bolsonaro reajustar antes aos policiais, muita gente vai radicalizar. Não só a gente, mas os servidores da Receita Federal, do Tesouro Nacional. Não vai ser pouco”, comentou Fabio Faiad, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

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O sindicalista explica o que entende como radicalização neste momento: “Poderemos ter interrupção de alguns serviços, adotaremos uma posição mais forte para negociar. Isso não é bom para a sociedade, para o banco, para ninguém”.

No começo da semana, os líderes do movimento se reuniram com Roberto Campos Neto, presidente do BC. Mas, segundo Fábio Faiad, não houve avanços nas tratativas. “E agora ele saiu de férias para Miami. O pessoal ficou bravo”, disse.

Segundo o líder sindicalista, mesmo com a lei eleitoral que restringe reajustes a servidores em anos de pleitos, ainda existe margem para a revisão salarial. No entanto, a categoria teme que o trâmite que precisa passar por aprovação do Congresso e por sanção presidencial caminhe sem a agilidade esperada. “O prazo é pequeno, inegociável. Precisa ser até 4 de julho”, manifestou o líder do sindicato.

A lei eleitoral estabelece que reajustes de servidores públicos para além da recomposição das perdas salariais estão vetados nos seis meses anteriores às eleições. Como o primeiro turno deste ano está marcado para 2 de outubro, o Executivo teria até o próximo sábado para editar uma MP com aumento acima da inflação.

Num primeiro momento de paralisação, os grevistas dizem que se comprometem com a obrigatoriedade de lei de manutenção de serviços essenciais à sociedade, entre eles o funcionamento do Pix.

Por sua vez, em nota divulgada na última terça-feira, o Banco Central tentou tranquilizar a sociedade, afirmando que tem planos de contingência para manter durante a greve o funcionamento dos sistemas críticos para a população.

Leia a nota do BC sobre a greve de servidores

“Tendo em conta os movimentos trabalhistas em curso, o Banco Central esclarece que:
a) reconhece o direito dos servidores de promoverem manifestações organizadas;
b) confia na histórica dedicação, qualidade e responsabilidade dos servidores e de seu compromisso com a Instituição e com a sociedade;
c) tem planos de contingência para manter o funcionamento dos sistemas críticos para a população, os mercados e as operações das instituições reguladas, tais como STR, Pix, Selic, entre outros.”

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4 comentários Ver comentários

  1. Com o salário praticado no BC os funcionários deviam se envergonhar de falar dos policiais. Gente mal educada; mal preparada; cozida por petralhas e não merecem o que ganham. Não sabem e não querem saber dos problemas dos outros. Parece o sft. Acham que são os melhores. Tropa de vagabundos…..

  2. Sindicato, para variar 🙄 porquê eles tem que passar na frente das outras categorias? Justo o funcionalismo público que tem seus salários garantidos mesmo tempo de pandemia e guerra? Se querem respeito, se façam respeitar primeiro.

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