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Economia

Mercado reduz projeção da inflação, mas meta só deve ser atingida em 2026

Expectativa para atividade econômica e taxa de câmbio é ajustada no novo boletim do BC

Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O mercado financeiro voltou a cortar a projeção para a inflação deste ano. A estimativa recuou para 5,4%, conforme aponta o Relatório Focus, publicado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 2. Há um mês, o índice projetado estava em 5,53%.

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Mesmo com essa redução, a inflação ainda supera o teto da meta, fixado em 4,5%. O retorno aos níveis desejados deve ocorrer somente em 2026. As projeções atualizadas mostram o seguinte cenário:

  • 2025: 5,46%;
  • 2026: 4,5%;
  • 2027: 4%;
  • 2028: 3,85%.

A definição da taxa básica de juros leva em consideração a trajetória da inflação

A definição da taxa básica de juros leva em consideração a trajetória da inflação. O Banco Central adota uma política monetária mais restritiva para tentar trazer o índice ao centro da meta, de 3%. O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir nos dias 17 e 18 de junho. Na pauta, a decisão sobre manter a Selic em 14,75% ou adotar um novo ajuste.

Entre os analistas, predomina a visão de que a Selic continuará no atual patamar até o fim deste ano. As expectativas para os próximos anos indicam um ciclo gradual de cortes:

  • 2025: 14,75%;
  • 2026: 12,5%;
  • 2027: 10,5%;
  • 2028: 10%.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) também sofreu revisão. O Relatório Focus desta segunda-feira, 2, aponta um leve recuo na projeção para 2025. O crescimento esperado caiu para 2,13%, ante 2,14% da semana anterior. Ainda assim, a nova estimativa segue acima dos 2% previstos um mês atrás.

Para os anos seguintes, a expectativa para o PIB se mantém modesta:

  • 2026: 1,8%;
  • 2027: 2%;
  • 2028: 2%.

No câmbio, o dólar deve encerrar este ano em R$ 5,80, valor que tende a se repetir em 2027 e 2028. Para 2026, o mercado prevê uma elevação pontual, com o dólar cotado a R$ 5,90.

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