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Economia

IPCA: alta nos preços de alimentos e saúde faz inflação subir 0,67% em abril

Pesquisa de preços do IBGE foi divulgada na manhã desta terça-feira, 12

Carrinho de supermercado vazio em corredor com prateleiras cheias representando aumento do custo da cesta básica
Carrinho vazio em supermercado evidencia o impacto da inflação no consumo das famílias

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, fechou o mês de abril em 0,67%, de acordo com pesquisa de preços divulgada nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O índice da inflação de abril é 0,21 ponto porcentual abaixo da taxa de 0,88% registrada em março. No ano, o IPCA acumula alta de 2,6% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,39%, acima dos 4,14% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a variação havia sido de 0,43%.

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A inflação anual, de 4,39%, chega perto do teto da meta, de 4,5%, e está muito acima da meta, de 3%.

Inflação: alimentos tiveram alta de 1,34% em abril

Em abril, segundo a pesquisa de preços do IBGE, os alimentos tiveram alta de 1,34%. Alimentos e bebidas representam 0,29 ponto porcentual do índice geral do mês. O segundo grupo com maior aumento foi saúde e cuidados pessoais, com alta de 1,16% e impacto de 0,16 ponto.

Os demais grupos apresentaram variações abaixo de 1% e ficaram entre 0,06% observado em transportes e em educação e 0,65% de artigos de residência.

Inflação de abril — variação e impacto - 12/05/2026 | Foto: Reprodução/IBGE
Inflação de abril — variação e impacto – 12/5/2026 | Foto: Reprodução/IBGE

Principais altas

O grupo alimentação e bebidas acumula alta de 3,44% no primeiro quadrimestre de 2026. A alimentação no domicílio registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).

A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%, com o lanche a sair de 0,89% em março para 0,71% em abril e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.

Em saúde e cuidados pessoais sobressaem-se os produtos farmacêuticos (1,77%), depois da autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%).

No grupo habitação, a alta de abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%).

O grupo transportes desacelerou, na passagem de março (1,64%) para abril (0,06%), em razão, especialmente, da queda de 14,45% no subitem passagem aérea. Apesar disso, houve aumento nos preços dos combustíveis de 1,8%. A gasolina aumentou 1,86%, o óleo diesel, 4,46% e o etanol, 0,62%. O gás veicular recuou 1,24%.

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