O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) articula a venda de petróleo brasileiro para o Japão. A iniciativa tenta abastecer o país asiático durante a crise internacional causada pelo fechamento do estreito de Hormuz devido à guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel.
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De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o chanceler Mauro Vieira viajou a Tóquio acompanhado de um executivo da Petrobras. A comitiva avançou em negociações estratégicas iniciadas antes da viagem.
A reunião bilateral ocorreu no dia 18 de maio. O evento contou com a presença do chefe da Economia, Comércio e Indústria de Tóquio, Ryosei Akazawa.
Vieira também se reuniu com o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi. O governo de Tóquio emitiu notas oficiais sobre os encontros. As autoridades estrangeiras declararam que o Japão está preparado para um diálogo construtivo sobre a compra do óleo bruto brasileiro.
A crise energética no Japão
O Japão busca alternativas urgentes de abastecimento de combustível. Atualmente, cerca de 90% do petróleo que chega aos portos do país passa pelo canal de Hormuz. Além disso, as nações do Oriente Médio fornecem 96% de todo o óleo bruto consumido pelos japoneses.
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A primeira-ministra do país, Sanae Takaichi, anunciou a liberação das reservas nacionais de segurança. O mercado local registrou um recuo severo na entrada da commodity. Em abril, o Japão importou 61% a menos de petróleo em comparação com o mês de março.
O bloqueio logístico reduziu as compras do Oriente Médio em 68% em relação a abril de 2025. O cenário provocou recorde histórico no preço da gasolina local. O governo japonês precisou adotar subsídios de emergência para conter a alta do diesel, querosene e óleo pesado.
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