publicidade
Economia

Itamaraty rebate acusação dos EUA sobre comércio desleal

Governo afirma que apenas a OMC tem competência para julgar disputadas entre países membros

Mauro Vieira
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O governo federal respondeu oficialmente às acusações feitas pelos Estados Unidos de práticas comerciais desleais. Em um documento enviado nesta segunda-feira, 18, ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) rejeitou a legitimidade da investigação aberta com base na Seção 301, da Lei de Comércio norte-americana.

Segundo o Itamaraty, a decisão é unilateral e contrária às normas que regem o comércio global. O governo sustenta que apenas a Organização Mundial do Comércio (OMC) tem competência para julgar disputas entre países membros.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações, determinações ou potenciais ações retaliatórias tomadas fora do arcabouço legal da OMC”, escreveu o MRE.

O USTR iniciou a investigação contra o Brasil em julho. O órgão acusou o país de violar regras em seis áreas, como etanol, desmatamento e propriedade intelectual. Também incluiu na lista práticas tarifárias, políticas anticorrupção e normas sobre pagamentos eletrônicos, como o Pix.

Governo destaca acordos do Mercosul e saldo comercial positivo

O chanceler Mauro Vieira argumenta que os acordos comerciais questionados foram firmados no âmbito do Mercosul. De acordo com o documento, o Brasil aplicou o mesmo padrão a todos os parceiros — incluindo México, Índia e o bloco Efta, da Europa.

O governo também rebateu a acusação de que o Brasil teria isolado os EUA ao conceder tarifas reduzidas a outras nações. Conforme o Itamaraty, o comércio bilateral favorece os norte-americanos.

Em 2024, os EUA acumularam superávit de US$ 7,4 bilhões com o Brasil, exportando US$ 49,7 bilhões e importando US$ 42,3 bilhões. Nesse sentido, o MRE alega que as críticas norte-americanas têm viés político e podem servir de pretexto para elevar tarifas ou pressionar o Brasil fora dos canais apropriados.

+ Leia também: “EUA devem reduzir investimentos diretos no Brasil, avaliam especialistas”

“Os Estados Unidos não são prejudicados por sua relação comercial com o Brasil; pelo contrário, comprovadamente se beneficiam dela”, concluiu Mauro Vieira.

O governo reiterou que continuará a defender suas políticas comerciais no âmbito da OMC. Além disso, solicitou que os EUA “respeitem” os compromissos multilaterais firmados. Até o momento, o USTR não respondeu publicamente ao posicionamento do Itamaraty.

2 comentários
  1. Eldo Amílcar Franchin
    Eldo Amílcar Franchin

    Pobre Sr MAURO Vieira: sem autoridade sem juízo crítico Só serve para dar a cara a tapas e ,pior,nem percebe.

  2. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Itamaraty transformado em puxadinho do descondenado. São uma verdadeira vergonha.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade