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Economia

Organização empresarial alerta para impactos do fim da escala 6x1

Pequenos e médios negócios devem enfrentar as maiores dificuldades, prevê líder da Confederação Nacional de Jovens Empresários

Fábio Saraiva, presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários | Foto: Divulgação/Conaje
Fábio Saraiva, presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários | Foto: Divulgação/Conaje

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O presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), Fábio Saraiva, defendeu que qualquer mudança na escala de trabalho 6×1 deve ser gradual e baseada em estudos técnicos para evitar impactos negativos nas empresas e na economia. Ele ressaltou que a redução da jornada sem adaptação pode prejudicar a produtividade e a geração de empregos, especialmente em pequenas e médias empresas.

O presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), Fábio Saraiva, afirmou que uma eventual mudança para o fim da escala de trabalho 6×1 deve ser implantada de forma gradual e precedida por estudos técnicos. De acordo com ele, se isso não ocorrer, haverá o risco de provocar impactos negativos sobre empresas, empregos e a competitividade da economia.

Segundo Saraiva, embora o debate sobre a modernização das relações de trabalho seja legítimo, alterações dessa magnitude não podem ocorrer de maneira abrupta. Na avaliação dele, os efeitos da medida variam entre os diferentes setores da economia, sendo que pequenas e médias empresas tendem a enfrentar maiores dificuldades para absorver o aumento de custos e reorganizar suas escalas de trabalho.

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Escala 6×1: riscos à produtividade e à geração de empregos

O presidente da Conaje afirma que a redução da jornada, sem um período de adaptação, pode comprometer a produtividade e a capacidade de geração de empregos, especialmente em segmentos com menor margem financeira. Para ele, mudanças dessa natureza exigem previsibilidade para que o setor produtivo possa se ajustar.

Saraiva também defende a ideia de que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja conduzida por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e o poder público. De acordo com ele, eventuais alterações devem ser acompanhadas de estudos de impacto e de uma transição gradual, de modo a conciliar a melhoria das condições de trabalho com a manutenção da competitividade das empresas.

Leia também: “Os 7 a 1 da economia”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 327 da Revista Oeste

“O objetivo deve ser conciliar qualidade de vida para o trabalhador com competitividade das empresas, e não colocar esses interesses em oposição”, avalia Saraiva. “Portanto, reiteramos que discutir avanços é importante, mas eles precisam ser implementados com responsabilidade, previsibilidade e segurança jurídica.”

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