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Economia

Itaú começa a oferecer negociações de bitcoin sob custódia

De acordo com o banco, a entrada no mercado de criptoativos é um símbolo da evolução do setor

Itaú Bitcoin | A aposta do Itaú, como grande player bancário, é custodiar esses ativos pelo próprio banco | Foto: CryptoWallet/Wikimedia Commons
A aposta do Itaú, como grande player bancário, é custodiar esses ativos pelo próprio banco | Foto: CryptoWallet/Wikimedia Commons

O Itaú Unibanco vai iniciar a oferta de negociações de compra e venda das criptomoedas bitcoin e “Ether” em sua plataforma de investimentos Íon. O projeto começa nesta segunda-feira, 4.

O maior banco do Brasil decidiu entrar no mercado dos criptoativos, segmento onde competidores, como a Binance, a Mynt (BTG Pactual), a Foxbit e outros atuam em operações de ativos digitais. A aposta do Itaú, como grande player bancário, é custodiar esses ativos pelo próprio banco.

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A custódia é o processo da guarda de ativos pelo qual terceiros, em nome do próprio titular, mantêm e atualizam ações, títulos e outros bens. As instituições que guardam esses ativos atuam como “depósito”, uma vez que buscam manter a confiança e a segurança em suas operações econômicas.

Leia também: “Em forte alta, Bitcoin alcança seu maior patamar desde 2022″

O diretor da Itaú Digital Assets, Guto Antunes, disse que a guarda dos ativos foi um tema “super relevante” para a equipe da instituição financeira considerar o lançamento deste serviço. “É a primeira solução de mercado que utiliza uma custódia de um dos grandes bancos do mercado”, afirmou.

A decisão acompanha o amadurecimento da regulação para ativos digitais, diz diretor

Itaú Bitcoin
O banco ingressou no segmento em momento de estabilidade para as criptomoedas | Foto: Claudia Mancini/LinkedIn/Guto Antunes

O executivo disse que a decisão de oferecer negociações de criptomoedas é condizente com o amadurecimento e a evolução dos ativos digitais. Antunes afirmou que os clientes com cadastro no Íon vão poder comprar ativos com o valor mínimo de R$ 10 e com taxa zero.

O banco ingressou no segmento em um momento de estabilidade para as criptomoedas. A valorização do bitcoin ultrapassou 130%, sendo que em 2022 houve uma queda de 64%, ano que marcou o colapso da FTX, corretora de criptomoedas que faliu por esquema de fraudes em massa.

Leia também: “Fundador da FTX, Sam Bankman-Fried é condenado; penas podem chegar a 110 anos de prisão”

Segundo o diretor, a intenção não é parar nas duas maiores criptomoedas em capitalização do mundo, mas, sim, estender para outros ativos digitais.

“Começa pelo bitcoin, mas o nosso grande planejamento estratégico é estender para outros criptoativos no futuro, de acordo com a evolução regulatória, e também para outros tipos de token, com a evolulão do mercado de ‘tokenização’ de ativos reais”, afirmou Antunes.

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