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Economia

Jaguar Land Rover paralisa produção e ameaça 100 mil empregos

Ataque cibernético pode causar prejuízo equivalente a R$ 210 bilhões; em meio à crise, governo estuda pacote de emergência

Linha de produção da Jaguar Land Rover: crise preocupa governo pelo risco de desemprego e quebra de fornecedores | Foto: Divulgação/Jaguar Land Rover
Linha de produção da Jaguar Land Rover: crise preocupa governo pelo risco de desemprego e quebra de fornecedores | Foto: Divulgação/Jaguar Land Rover

Desde o ataque cibernético que ocorreu no fim de agosto, a Jaguar Land Rover enfrenta dificuldades para retomar suas operações. O prejuízo pode alcançar o equivalente a R$ 210 bilhões. A montadora britânica desligou todos os sistemas de tecnologia da informação e suspendeu a produção em suas três fábricas no Reino Unido. As unidades costumam montar cerca de mil veículos por dia. Em seu site global, a companhia informou que a pausa na produção vai até, no mínimo, 24 de setembro.

Com a paralisação, a marca pediu para que 33 mil funcionários fiquem em casa. O impacto atinge do mesmo modo a cadeia de fornecedores. Esse setor sustenta mais de 100 mil empregos em pequenas e médias empresas. O sindicato local afirma que esses fornecedores já começaram a dispensar mão de obra e orientá-la a recorrer a benefícios sociais.

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Jaguar Land Rover: apoio parlamentar

O governo britânico disse nesta quinta-feira, 19, que trabalha em conjunto com especialistas em cibersegurança para acelerar principalmente o retorno da produção. Informou ainda que está em contato com fornecedores para avaliar os efeitos da crise. Parlamentares pedem a criação de um programa emergencial, semelhante ao período da pandemia. A medida está em estudo.

Enquanto isso, negócios locais sentem os reflexos. Em uma oficina de Droitwich, especializada em Land Rover, o gerente de peças Chris Hammett relatou queda imediata nas vendas, segundo reportagem do Chanell 5, de Londres. 

“Hoje perdemos duas ou três negociações, porque não conseguimos receber as peças. Os clientes estão frustrados e não há previsão de entrega”. Segundo ele, mesmo quando a produção voltar, o acúmulo de pedidos será inevitável.

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2 comentários
  1. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Desconfio que existem chineses por trás deste ataque.
    Ou seriam os Russos? Agora fiquei na dúvida.

  2. LEONARDO CAIO SIMIONATO
    LEONARDO CAIO SIMIONATO

    Já era difícil a aquisição de peças antes do ataque, imagina agora.

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