Juros em alta aumentam o custo do financiamento de imóvel na planta

O saldo devedor é atualizado e calculado com base na taxa de crédito cobrada pelos bancos no momento do contrato
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Enquanto o imóvel é construído, o comprador já paga parcelas mensais | Foto: Reprodução redes sociais
Enquanto o imóvel é construído, o comprador já paga parcelas mensais | Foto: Reprodução redes sociais

Um ano atrás, a taxa de juros definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) era de 2,75% ao ano. Após sucessivos aumentos no período, atingiu os atuais 11,75%, com perspectiva de subir ainda mais. O Copom usa a política monetária para tentar manter a inflação dentro das metas estabelecidas, mas os efeitos dessas decisões sobre o crédito e o financiamento são duros.

No setor imobiliário, as oscilações criam surpresas desagradáveis para quem compra um imóvel na planta. O consumidor normalmente dá uma entrada e, durante as obras, vai pagando parcelas à construtora. Quando recebe sua casa ou apartamento, precisa financiar com um banco o restante devido. Nesse momento, pode levar um susto, porque o contrato de financiamento considera os juros praticados nessa etapa do processo, e não no passado, quando ocorreu a compra do imóvel, um intervalo de tempo que pode chegar a dois ou até três anos.

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No atual cenário da economia brasileira, quem espera pela entrega do imóvel ainda este ano corre o risco não apenas de pagar parcelas de financiamento acima do esperado, como também comprovar renda maior, devido às exigências que os bancos fazem visando a dar o máximo de segurança possível a suas operações.

O custo do imóvel

O setor de construção civil opera com algumas regras específicas. O valor a ser financiado no momento da entrega das chaves costuma ser maior do que o previsto inicialmente. Isso porque, enquanto o comprador paga as parcelas mensais à construtora, o saldo devedor contratado vai sendo corrigido, também todo mês, pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Quem financiar um imóvel agora em 2022, dentro do atual quadro de inflação elevada e juros em alta, provavelmente terá de comprovar uma renda maior do que esperava e pagar um saldo devedor também acima do previsto.

Para o consumidor, a melhor saída é comparar o custo efetivo total cobrado pelas instituições financeiras. Se essa equação já parece complicada, existem mais dois fatores que pesam na hora de partir para uma negociação. É preciso comparar as taxas cobradas pelo seguro, que é obrigatório em qualquer financiamento imobiliário, e tomar muito cuidado com os serviços extras que os bancos costumam incluir no contrato, entre os quais cartão de crédito e previdência privada.

Dentro do mercado imobiliário, uma antiga lição pode consolar quem se sentir desanimado com o nível de riscos e exigências existentes no caminho que leva à casa própria. Quem compra imóvel na planta, e se submete a pagar além do esperado no começo da jornada, será compensado com o aumento do seu patrimônio quando a dívida for finalmente liquidada.

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