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Economia

Juros podem subir, alerta diretor do Banco Central

Segundo Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do BC, um possível aumento da Selic está na mesa, pois inflação está 'incomodando'

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Pedro França/Agência Senado

O diretor de política monetária do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, declarou nesta segunda-feira, 13, que é possível um aumento da taxa básica de juros (Selic).

O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo
O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo

“Isso não é a realidade do diagnóstico do Copom. A alta está na mesa, sim, do Copom e a gente quer ver como isso vai se desdobrar”, declarou o Galípolo durante um evento da corretora Warren, em São Paulo.

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Saiba mais: Galípolo esquenta os motores no Banco Central

Segundo o economista, o aumento dos juros poderia ocorrer por causa dos dados recentes da inflação, que estariam “incomodando” a autoridade monetária.

Banco Central está ‘incomodado’

Galípolo, que é considerado pelo mercado como o sucessor designado do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, salientou como o cenário atual é desconfortável para o cumprimento da meta de inflação.

Para o diretor do BC, os dados mais recentes de inflação levantaram alertas e pontos de preocupação.

Saiba mais: Galípolo é eleito no conselho de administração do Banco do Brasil

Além disso, outras variáveis vem incomodando o BC, como a desancoragem das expectativas, o mercado de trabalho apertado e o ritmo de expansão do mercado de crédito.

Segundo ele, seria um equívoco estabelecer uma relação mecânica entre o nível do câmbio e a política monetária.

Galípolo defende ganho de credibilidade do Banco Central

O diretor salientou como é importante para cada membro do Banco Central ganhar ‘credibilidade’, ou seja, ter coerência entre fala e atos, principalmente para alguém que está pouco tempo no cargo.

“Eu entendo que os novos diretores precisam ganhar a credibilidade perante a sociedade, perante o mercado, até porque a gente é menos conhecido do que os diretores que estão lá. Inclusive, tentei ao longo do ciclo explicitar isso, o quanto esse ponto é relevante para mim, não sei se tive sucesso em convencer, mas vou ter até março de 2027, que é o meu mandato”, disse.

Galípolo foi nomeado diretor do Banco Central em 2023 pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de quem era o secretário executivo do Ministério.

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1 comentário
  1. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    E AGORA, P.T. ? VÃO TENTAR REDUZIR OS JUROS POE DECRETO ? TENTEM !

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