O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá aceitar a sugestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e lançar Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, como candidato a uma das duas vagas da diretoria do Banco Central (BC). Ainda não há uma data para a definição.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Receba nossas atualizações
Mello está alinhado a Haddad em termos políticos e em relação à condução da Economia. Também é defensor da redução da taxa básica de juros, de 15%, o nível mais alto desde julho de 2006.
Diretoria do BC precisa da aprovação do Senado
A diretoria colegiada é o órgão máximo de decisão do BC, composta pelo presidente e oito diretores, todos indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado. Os diretores atuam em áreas estratégicas como política monetária, fiscalização do sistema financeiro, regulação bancária, política econômica e assuntos internacionais.
Formam um colegiado que delibera sobre metas de inflação, definição de juros e diretrizes que impactam crédito e liquidez no país. As duas diretorias, na área de Política Econômica e na Organização do Sistema Financeiro e Resolução, deixaram de ser ocupadas depois do término dos mandatos de Diogo Guillen e Renato Gomes, respectivamente, em 31 de dezembro. Até que novos nomes sejam confirmados pelo Senado, as funções têm sido desempenhadas por dirigentes em caráter interino.
Leia mais: “‘Papel do BC é técnico’, diz economista, sobre críticas de Haddad“
Mello, 42 anos, é secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda, cargo que ocupa desde junho de 2023. Tem atuado em temas como projeções macroeconômicas e política de juros ao lado do ministro da Fazenda. O economista já havia assessorado a campanha presidencial de Haddad em 2018 e fez parte da equipe que desenvolveu o programa econômico de Lula durante a eleição de 2022.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.