Lula, o STF e a falência do sistema

A antecipação da diplomação do petista é a evolução natural do processo de degeneração que levou a Justiça Eleitoral
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Luiz Inácio da Silva, ex-presidente da República
Luiz Inácio da Silva, ex-presidente da República | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

(J.R. Guzzo, publicado no jornal A Gazeta do Povo em 1º de dezembro de 2022)

O ex-presidente Lula quer, com o pleno apoio dos seus parceiros no sistema STF-TSE, antecipar a sua diplomação para exercer a presidência da República; antes mesmo de assumir, já estão mudando a regra do jogo. Vão querer, depois disso, antecipar também a posse? E nos próximos anos — quantas outras ilegalidades o grande consórcio Lula-Judiciário-Congresso vai transformar em medida legal? A antecipação da diplomação, no fundo, é a evolução natural do processo de degeneração que levou a “Justiça Eleitoral”, no último 3 de novembro, a declarar Lula como vencedor das eleições presidenciais; não é nenhuma surpresa que continuem mexendo nas regras do jogo à medida em que o jogo está sendo jogado.

A falência múltipla de órgãos do regime democrático no Brasil começou com a anulação da lei que determinava o cumprimento de pena de prisão para réus condenados em segunda instância em processos penais — como acontece em todo o mundo civilizado, e como era o caso de Lula. O STF, sem nenhuma lei que lhe permitisse fazer isso, decidiu que a prisão para condenados em segunda instância não valia mais, e pronto – eis aí Lula solto de novo, a primeira condição para ser levado à presidência. Veio, em seguida, a extraordinária anulação das quatro ações penais contra Lula, incluindo as suas condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por erro de endereço no processo — uma admirável demonstração de zelo no cumprimento milimétrico das regras processuais, as mesmas que são hoje grosseiramente violadas pelo STF em seus inquéritos policiais contra inimigos políticos. Lula, aí, livrou-se da ficha suja que o impediria de se candidatar a qualquer cargo público. Seguiu-se uma campanha eleitoral em que o TSE participou não como juiz, mas como aliado aberto de Lula — e, no fim, uma eleição cuja limpeza é contestada desde o primeiro minuto.

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A desordem continua agora, com o “governo de transição” — como se eles estivessem governando num período em que não há governo constituído — e as manobras para antecipar a diplomação. Por que tanta pressa assim? Dá a impressão, inevitável, que o consorcio Lula-Judiciário-Congresso está inquieto com tudo aquilo que tem feito para retomar o governo – e quer sepultar com o máximo de rapidez essa eleição tão questionada. O TSE não admite absolutamente nenhuma petição quanto a irregularidades; apenas pune quem reclamou, sem investigar fato nenhum. O ministro Alexandre Moraes quer proibir manifestações públicas, e garantidas pela Constituição, para protestar contra o processo eleitoral. O submundo do Congresso faz ruídos para “criminalizar” os protestos; ao que parece, não admitem sequer que as pessoas permaneçam nas calçadas em frente aos quartéis. As redes sociais continuam sob censura.

A obsessão de Lula e dos seus sócios, cada vez mais desenfreada, é impedir a mínima discussão sobre o mecanismo que os levou à presidência. É o quanto está valendo a democracia no Brasil de hoje.

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19 comentários Ver comentários

  1. Faltou apenas anunciar o quarto componente do consórcio: a grande mídia do país que tenta legitimar todos esses atos ilegais para os incautos que ainda se informam pelos sistemas tradicionais.

  2. Isto é o cúmulo da covardia e da omissão de um Estado pôdre uma naçäo ignorante covarde dividida que estará no Natal de 2023 escravizada pela quadrilha assassina e seus tentáculos … o único que pode ainda salvar o país chora acovardado nas saias de madame esquecido do que foi e do que é … medo de que mesmo? há três anos vem sendo estuprado pelo STF e nada fez e idiotamente como um Quixote insano imaginava que as urnas resolvessem o problema e uma incomensurável e óbvia fraude (143 urnas com zero voto ao idiota é o que mesmo?) é denunciada na Argentina para humilhação maior de uma nação já escravizada por criminosos.

    1. Me perdoe, prezado Amaury, mas suas palavras são duras demais e não correspondem ao que realidade aponta.
      Bolsonaro não tem qualquer problema em relação à coragem!
      O que deve estar avaliando, junto ao seu staff, é a hora, a conveniência e as consequências.
      Um cara como Bolsonaro que enfrentou o sistema corrupto do Brasil e do Mundo, além de uma massa de ignorantes e de idiotas-úteis lutando contra eles próprios, inclusive após a tentativa de assassinato, não indica que se move por covardia, mas que pensa muito antes de nos colocar e ao Brasil em risco maior!

  3. O Brasil vive uma crise em consequência do avanço do comunismo mundial aliado, sob alguns aspectos, aos interesses de nações europeias em nosso território e da ganância dos megalomaníacos metacapitalistas em dominar o mundo via uma NOM e Great Reset, capitaneados pela ONU, onde o Brasil desempenha, por óbvio um papel ímpar.
    Junto a isso tudo muito dinheiro fora investido por aqui para comprar a imprensa e as academias, de maneira a poderem dissiminar o complexo de vira-latas aos brasileiros mais ignorantes e alienados, “comprando” seus serviços.
    Aconteceu, hoje temos uma gama de cidadãos brasileiros absolutamente idiotizados, lutam e brigam para destruir nossas próprias estruturas sociais, facilitando sobremaneira as incursões e a invasão dos interesses estrangeiros no Brasil.
    Pobre povo e País!

  4. Peço humildemente à Revista Oeste para editar um livro com os textos de eminente jornalista J. R. Guzzo publicados aqui (da Gazeta do Povo, O Estado de São Paulo e desta Casa) e, se possível, desde 2018 (antes da própria revista) em um volume.

    Aceito pagar pelo livro valores “imorais” para que componha minha biblioteca.

    Minha família, no futuro, terá uma crítica de nosso tempo com a argúcia e precisão do corte jornalístico inigualável deste nosso tempo.

    E quem sabe? No tempo das cinzas, farão renascer esta Nação abençoada por compreenderem os mecanismos que solaparam a cada dia suas maiores virtudes.

    A todos, meu sincero agradecimento pela voz que não tenho, magnífico trabalho exaustivo e diário que não ficará sem resposta na História do Brasil.

  5. Desvanece a esperança de alguma medida que ponha termo ao autoritarismo e abuso de poder pelo STF/TSE. E o cresce o temor de vermos o nosso querido país lançado ao abismo vermelho onde jaz o povo venezuelano acompanhado agora dos “hermanos” argentinos.

  6. AÍ SONHEI QUE na madrugada do Santo de Guarda N S da Conceição, resolveram-se as questões, e dentre mortos, feridos e encarcerados, esse congresso corrupto deixou aprovado 200BI para obras e realizações para o governo reeleito de Jair Messias Bolsonaro.
    Acordei, não era um sonho.
    SOS FFAA

  7. Vocês do Congresso, Senado são os maiores pilantras e vagabundos que o país já teve.

    PORQUE VOCÊS NÃO CHAMAM AS FORÇAS ARMADAS.

    COVARDES!!!

    E AS FORÇAS ARMADAS IRÃO BATER CONTINÊNCIA PARA UM CRIMINOSO?

    AS VENDAS DA BLACK FRIDAY FOI PRO BREJO.

    AS VENDAS DO MÊS DE NOVEMBRO FOI DESTRUÍDA E IRÁ CAIR DE UM PATAMAR QUE IRÁ ASSUSTAR ATÉ O DIABO.

    AS DEMISSÕES DE COLABORADORES JÁ ESTÃO SENDO FEITAS.

    E O CONGRESSO E SENADO IRÃO ROUBAR MAIS AINDA E DESTRUIRÁ O PAÍS ATÉ QUE O CRIMINOSO IMPLANTARÁ O COMUNISMO DEFINITIVAMENTE COM APOIO DAS GUERRILHAS LIBERTADAS PELO STF.

    O BRASIL ESTARÁ MORRENDO A PARTIR DE HOJE.

  8. Estão todos eles, juntamente com as FFAA, obedecendo a um poder que não mostra a cara, mas que todos sabemos que tem tudo dominado.

  9. Difícil definir a situação! Ninguém pergunta como o Bolsonaro vai governar 2023 com o orçamento já aprovado. Só se fala nos 200bi. Como é importante fazer uma campanha limpa. Sem puxa saco. Sem promessas. Mas, principalmente, sem gastar o que não tem…

  10. Dúvida jurídica:

    No crime de associação criminosa, do artigo 288 do Código Penal combinado a um crime eleitoral, como por exemplo genérico, fraude nas urnas ou apuração, o crime se consuma durante a fraude, na diplomação ou no efetivo exercício do mandato ?

    ART. 288 do Código Penal

    Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes.

    pena: reclusão de 1 a 3 anos”.

  11. Quando eu era ainda criança, no início dos anos 60, durante uma campanha presidencial, vi um cartaz pregado em um muro, onde havia a imagem de uma linha de trem de ferro, uma mulher vestida de preto portando uma sombrinha aberta e uma frase que nunca mais esqueci – COMUNISMO: OPRESSÃO E INCERTEZA. O fantasma dessa imagem me acompanhou a vida toda, como se fosse uma sombra no meu calcanhar. Hoje vejo que esse medo não era uma paranoia colhida ao sabor dos ventos. A realidade demorou, mas enfim chegou.firme e forte, embora eu ainda acredite numa virada de fim de jogo. Certa vez vi uma outra frase que me tocou muito também, que dizia o seguinte: NOSSA ROTINA É NOSSO DEUS. Pois aí está, a rotina de nosso país foi quebrada e para o outro lado DEUS não conta. E aí? Como vamos fazer? Metade da nação clama por uma resposta.

  12. Foi trapaça em cima de trapaça, deram piruetas, manobras, ilegalidades, cometeram irregularidades e injustiças, foram parciais! Lula venceu na mão grande!

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