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Economia

Manobra fiscal: governo quer retirar estatais do Orçamento para poder ampliar gastos

Estratégia é desvincular a dependência das empresas do Tesouro Nacional e, assim, abrir caminho para mais despesas sem comprometer a contabilidade tradicional

Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad: governo faz novo movimento no sentido de abrir espaço para poder gastar mais por meio das estatais | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva quer excluir as estatais do Orçamento tradicional da União. O presidente enviou dois projetos para o Congresso que afrouxam as regras e permitem às empresas saírem da contabilidade tradicional.

Dessa forma,  as estatais poderiam gastar dinheiro público como instituições independentes, mesmo estando sob o guarda-chuva do Tesouro Nacional. Se as propostas avançarem, o controle dos gastos dessas empresas vai ficar mais difícil, dizem especialistas. 

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Governo: objetivo é driblar o arcabouço fiscal

Além disso, a desvinculação do Orçamento abre espaço para novas despesas, configurando a tentativa de um drible no arcabouço fiscal. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos diz que a ideia é outra.

Responsável pelas estatais federais, a pasta argumenta que a proposta do governo é recuperar a sustentabilidade das companhias, livrando-as da dependência exclusiva de recursos da União no médio prazo. 

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Dono da proposta, o Ministério do Planejamento e Orçamento defende que a mudança vai melhorar a situação fiscal das contas públicas. Diz a pasta que os recursos próprios dessas estatais entram hoje na conta do Orçamento e concorrem com outros gastos da administração.

Atualmente, 17 empresas estatais são consideradas dependentes. São instituições que precisam de recursos do Tesouro Nacional para manter suas atividades. 

Entre elas estão: Telebras, responsável pela internet dos órgãos públicos; Infra S/A, que cuida de projetos de infraestrutura; Conab, encarregada de abastecer e distribuir alimentos; Embrapa, de pesquisa agropecuária; e a Codevasf, que faz obras nos vales do Rio São Francisco e do Parnaíba.

Os projetos do governo mudam as regras para que essas empresas saiam dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. Na linha atual, seus gastos são submetidos aos limites fiscais e fazem parte do Orçamento de Investimento, no qual estão estatais independentes como a Petrobras.

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2 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Roubo, roubo e mais roubo….com aval da Suprema Bosta!

  2. Christian
    Christian

    Porta aberta para a Gastança. Quem vai pagar esta conta são os brasileiros e o próximo governo.
    Uma hora a conta vém.

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