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Economia

Mercado reduz previsão para crescimento da economia em 2025

Os agentes financeiros ainda estimam que o Produto Interno Bruto deve permanecer em 1,6% ao fim do ano

O relatório do Boletim Focus, publicado semanalmente, reflete as previsões de instituições financeiras sobre a economia do país | Foto: Rawpixel.com/Freepik
O relatório do Boletim Focus, publicado semanalmente, reflete as previsões de instituições financeiras sobre a economia do país | Foto: Rawpixel.com/Freepik

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira em 2025 foi reduzida de 1,98% para 1,97%. Os números são do Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central.

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Os agentes financeiros ainda estimam que o Produto Interno Bruto deve permanecer em 1,6%. As previsões cambiais, por sua vez, mostram que o dólar deve encerrar 2025 a quase R$ 5,92. Para o fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana atinja R$ 6. Em relação à inflação, há uma previsão de que chegue a 5,6% neste ano.

Esse nível de inflação ultrapassa o teto da meta de 3%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual. A elevação foi impulsionada por aumentos nos preços de energia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em fevereiro, a inflação oficial foi de 1,3%.

Medidas do Banco Central para melhorar a economia

No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo totalizou 5%. Para os anos subsequentes, as previsões de inflação são de 4,5% para 2026, 4% para 2027 e 3,7% para 2028.

Recentemente, a Selic, taxa básica de juros do país, foi fixada em 14,2% ao ano, depois de um aumento de um ponto porcentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada.

As previsões cambiais, por sua vez, mostram que o dólar deve encerrar 2025 a quase R$ 5,92 | Foto: Rawpixel.com/Freepik
As previsões cambiais, por sua vez, mostram que o dólar deve encerrar 2025 a quase R$ 5,92 | Foto: Rawpixel.com/Freepik

Esse foi o quinto aumento consecutivo. O Banco Central justifica os ajustes pela alta nos preços de alimentos e energia, além das incertezas econômicas globais.

Perspectivas para a taxa de juros

Apesar de a economia brasileira mostrar sinais de aquecimento, o Copom alerta para o risco de a inflação de serviços permanecer elevada. Além disso, informa que continuará monitorando a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

O mercado financeiro ainda estima que a taxa básica de juros alcance 15% até o fim de 2025. Nos anos seguintes, as projeções indicam uma redução gradual, com a Selic caindo para 12,5% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028. 

Enquanto o governo petista tenta encontrar uma maneira de impedir que a economia continue a despencar no Brasil, outros países, cujos governos prezam pela liberdade econômica, desfrutam de um crescimento acelerado.

É o caso, por exemplo, da Argentina. Sob administração de Javier Milei, o país experimentou um aumento na atividade econômica de 6,5 % em janeiro. Trata-se do maior crescimento desde 2022.

Esse foi o terceiro mês consecutivo de crescimento, acima da expansão revisada de 6% em dezembro e da precisão de 4,7% de analistas.

Leia também: “Por que o dólar não para de subir?”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 240 da Revista Oeste

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