Mercado volta a subir estimativa de inflação e diminui projeção para o PIB

Analistas consultados pelo BC aumentaram a projeção do IPCA para este ano de 9,33% para 9,77%, na 32ª alta consecutiva
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Boletim Focus, do Banco Central, atualizou as projeções para a economia brasileira em 2021 e 2022
Boletim Focus, do Banco Central, atualizou as projeções para a economia brasileira em 2021 e 2022 | Foto: João Geraldo Borges Junior/Pixabay

O mercado financeiro voltou a elevar a estimativa de inflação tanto para 2021 quanto para 2022. É o que mostra o relatório divulgado nesta terça-feira, 16, do Boletim Focus do Banco Central (BC).

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, os economistas consultados pelo BC aumentaram a projeção para este ano de 9,33% para 9,77% — foi a 32ª semana consecutiva de alta do indicador. Já para 2022, a perspectiva subiu de 4,63% para 4,79% (16ª alta seguida).

O centro da meta de inflação é de 3,75% e, pelo sistema vigente no país, ela será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% em 2021 — a expectativa do mercado, portanto, é que o Brasil passe longe de cumprir a meta neste ano. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

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PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado financeiro reduziu a estimativa de crescimento da economia do país em 2021 de 4,93% para 4,88%. Para o ano que vem, a projeção também caiu: de 1% para 0,93%.

Juros

Segundo o Boletim Focus, os analistas ouvidos pelo BC mantiveram em 9,25% ao ano a projeção para a taxa básica de juros da economia (Selic) no fim de 2021. Para 2022, o índice foi mantido em 11% ao ano.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explica a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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2 comentários Ver comentários

  1. Qualquer coisa, vão reclamar com o Toffoli. Agora é ele quem decide sobre políticas econômicas também, esse negócio de Bolsonaro com Posto Ipiranga, são apenas abstrações, esqueçam esses personagens.

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