O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público, protocolou uma solicitação junto ao Tribunal de Contas da União para que a Corte acompanhe a possível federalização do Banco de Brasília (BRB).
No pedido, ele defende que o tribunal analise a viabilidade técnica, financeira e jurídica da operação, além dos impactos fiscais e orçamentários e eventuais riscos envolvidos.
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Para Furtado, a federalização pode representar “solução paliativa” que não enfrenta problemas estruturais do banco, como falhas de governança, fragilidade de controles internos e exposição a riscos elevados. A discussão sobre a medida foi revelada pela Folha de S.Paulo.
O Banco de Brasília é uma instituição financeira pública controlada pelo Governo do Distrito Federal. Criado para atuar como banco regional, o BRB expandiu suas operações nos últimos anos, ampliando a presença fora do Distrito Federal e adotando uma estratégia de crescimento por meio de aquisições e participação em outras instituições financeiras.
Nesse contexto, o BRB tornou-se acionista relevante do Banco Master ao adquirir participação na instituição privada. A operação foi apresentada como parte da estratégia de diversificação e expansão do banco estatal. Com a entrada no capital do Master, o BRB passou a ter exposição indireta aos riscos e aos resultados da instituição.
Ex-presidente do BRB quer prestar novo depoimento à PF

Conversas entre o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e a Polícia Federal (PF) têm se intensificado nas últimas semanas, com Costa manifestando interesse em prestar novo depoimento relacionado às investigações do caso Master.
O caso envolve suspeitas de fraudes na compra de carteiras de crédito consignado sem lastro, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, pelo BRB.
Fontes próximas às investigações relataram ao jornal Folha de S.Paulo que, embora não haja colaboração formal, o diálogo entre Costa e as autoridades tem avançado.
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Investigadores avaliam que Costa pode contribuir mais, inclusive por meio de eventual delação premiada, mecanismo que permite benefícios ao investigado em troca de informações relevantes.
A PF apura se Costa teve envolvimento na suposta falsificação de documentos depois da aquisição das carteiras, para justificar a ausência de irregularidades.
Há também suspeitas sobre a participação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e de sócios na compra de ações do BRB por meio de fundos administrados pela gestora Reag.
À Folha, Costa afirmou que continua colaborando com as instituições.
O ideal seria liquidar, não precisamos da mais bancos públicos, aliás, não precisamos de nenhum, não é função de Estado