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Economia

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em quase 3%

Alta ocorre um mês depois de redução e reflete pressão do mercado internacional

Dentro da Petrobras, o tema ainda está em discussão na diretoria executiva
Segundo a estatal, a decisão reflete a volatilidade do petróleo no mercado externo | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras elevou nesta terça-feira, 1º de julho, o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste foi de 2,9% e passa a valer imediatamente para os contratos firmados com as empresas do setor.

Aviões e helicópteros com turbinas a jato ou turboélices utilizam o combustível, que é essencial para o transporte aéreo comercial. Ao contrário da gasolina e do diesel, cujos preços seguem lógica de revisão esporádica, o QAV tem reajuste mensal, conforme contratos específicos negociados com o mercado.

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Segundo a estatal, a decisão reflete a volatilidade do petróleo no mercado externo. O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a US$ 77 em junho — patamar que pressionou os preços da cadeia de combustíveis.

Apesar da alta, a Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, o QAV acumula queda de 32,7% no preço, o que representa uma redução de R$ 1,66 por litro. Descontada a inflação do período, o recuo real seria de 40,3%.

O último reajuste havia sido em junho, com redução de 7,9%. A companhia reforça que vende o QAV exclusivamente às distribuidoras, responsáveis pela logística de transporte, pela comercialização e pelo abastecimento nos aeroportos do país.

Gasolina e diesel seguem sem alteração nos preços. A gasolina está há 28 dias sem reajuste, com defasagem de 4% em relação ao mercado internacional. O diesel, por sua vez, acumula 56 dias de estabilidade, com defasagem ainda maior: 10%.

Petrobras mantém liderança, mas novos grupos avançam no setor

Mesmo com o protagonismo da Petrobras no mercado nacional, outras empresas começam a ocupar espaço no setor de petróleo e gás. Um exemplo recente é o grupo gaúcho Dillianz, que arrematou sem concorrência um bloco exploratório em Mato Grosso, durante o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessões da ANP.

+ Leia também: “Dillianz entra no setor de petróleo e gás”

A ANP concedeu à empresa uma área de 601,88 km², que se estende até Rondônia. A Dillianz pagou R$ 55 mil em bônus de assinatura e assumiu o compromisso de investir, no mínimo, R$ 12,091 milhões. Segundo o jornal Gazeta do Povo, essa será a estreia da empresa fora do agronegócio.

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