O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira, 8, com a retomada dos ataques entre Irã e Israel. A escalada do conflito ocorreu mesmo diante dos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma interrupção dos combates.
A guerra já ultrapassou a marca de cem dias e segue como um dos principais fatores de instabilidade nos mercados globais.
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O barril do petróleo Brent chegou a subir 5,4% ao longo do dia e superou os US$ 98. No início da tarde, a commodity era negociada a US$ 96,62, alta de 3,79%.

O petróleo WTI, referência do mercado norte-americano, avançava 4,27% e alcançava US$ 94,41 por barril.
Mercados acompanham novos desdobramentos do conflito
Além do petróleo, investidores reagiram aos novos capítulos da guerra no Oriente Médio. Os contratos futuros do índice S&P 500 avançaram 0,2%, enquanto os do Nasdaq 100 registraram alta de 0,5%, em um movimento de recuperação das perdas da semana passada.
A nova rodada de ataques começou depois de Israel afirmar que atingiu alvos militares iranianos em resposta aos mísseis lançados por Teerã.
Mais tarde, os dois países interromperam temporariamente as ofensivas. A trégua ocorreu em meio à pressão exercida por Trump, que afirmou que ambos os lados demonstravam interesse em um cessar-fogo.
Apesar da pausa, o risco de novos confrontos permanece.
O governo israelense informou que pretende manter operações militares intensas no sul do Líbano e ameaçou bombardear subúrbios de Beirute caso o grupo responsável pelos ataques continue a ofensiva.
O Irã também suspendeu suas ações militares, mas advertiu que poderá retomá-las se sofrer novos ataques, inclusive em território libanês.
“Ambos os países devem parar de atirar imediatamente”, escreveu Trump nesta segunda-feira, em publicação na rede Truth Social.
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