publicidade
Economia

Petróleo supera US$ 100 com escalada da guerra no Oriente Médio

Tensões que envolvem Irã, Israel e o grupo terrorista Houthi elevam risco ao fluxo global de energia e pressionam mercados internacionais

Israel petróleo gás natural acordo Egito
Plataforma de petróleo; conflito no Oriente Médio mantém preços da commodity em alta | Foto: Reprodução/Ministério de Energia de Israel

O preço do petróleo operava acima de US$ 100 por barril até 12h40 desta segunda-feira, 30, impulsionado pela escalada da guerra no Oriente Médio e pelos riscos ao fluxo global de energia. A commodity reage às tensões que envolvem Irã, Israel e grupos aliados na região.

Entre os fatores que pressionam o mercado estão a entrada do grupo terrorista Houthi, do Iêmen, no conflito e novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à infraestrutura energética do Irã caso não haja liberação do Estreito de Ormuz para a navegação comercial.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

O estreito é uma das rotas mais importantes do comércio global de energia. Qualquer interrupção no fluxo da região tende a impactar diretamente o preço internacional do petróleo.

Guerra no Oriente Médio eleva risco no mercado de energia

A entrada dos houthis no conflito ampliou as incertezas sobre o comércio marítimo no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico. Ao mesmo tempo, a interrupção no Estreito de Ormuz passou a afetar o fluxo global de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.

Analistas avaliam que o agravamento da crise pode provocar novas altas no preço da commodity. Caso as tensões diminuam, a tendência seria de recuo para uma faixa entre US$ 90 e US$ 100 por barril. Em um cenário de escalada militar, porém, o valor pode alcançar US$ 120.

Mercado acompanha impacto da guerra na economia

Os investidores também monitoram os efeitos do conflito na economia global e aguardam indicadores importantes dos EUA, incluindo os dados de emprego, previstos para esta semana.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que ainda é cedo para medir os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. Segundo ele, a política monetária norte-americana está em posição adequada para observar os desdobramentos do conflito.

Leia mais: “Governo propõe subsídio conjunto com Estados para conter alta do diesel importado

Powell também destacou que as expectativas de inflação permanecem relativamente ancoradas no curto prazo, embora os riscos devam ser acompanhados com cautela.

Trump ameaça infraestrutura energética do Irã

Em declarações recentes, Trump afirmou que os EUA mantêm negociações com um possível novo governo no Irã para encerrar o conflito. Ao mesmo tempo, advertiu que poderá ordenar ataques contra usinas elétricas, campos de petróleo e o terminal de exportação localizado na Ilha de Kharg caso não haja acordo.

Segundo autoridades norte-americanas, Washington também avalia medidas para retomar o controle do Estreito de Ormuz e garantir a circulação de navios petroleiros na região.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.