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Economia

PF diz que banco de Edir Macedo tentou induzir Banco Central a erro

Operação Miragem teve buscas contra dirigentes e bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados

Edir Macedo é líder da igreja Universal do Reino de Deus | Foto: Divulgação/Igreja Universal
Edir Macedo é líder da igreja Universal do Reino de Deus | Foto: Divulgação/Igreja Universal

A Polícia Federal (PF) afirma que o Banco Digimais tentou enganar o mercado financeiro e o Banco Central (BC) sobre a sua real situação financeira. A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão contra dirigentes do banco, fundos e empresas ligadas ao grupo do bispo Edir Macedo. A ação ocorreu durante a Operação Miragem.

A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados.

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Além disso, a PF avalia que a conduta do Digimais representou uma “burla à determinação de correção outrora proferida”. “A sequência de condutas consubstancia indícios de materialidade e de autoria de infrações contra o Sistema Financeiro Nacional, o que exige a adoção de medidas ostensivas para o aprofundamento das linhas de investigação”, acrescentou o relatório.

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Em nota, o Digimais informou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com a Justiça. “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes”, alegou o banco.

Indícios de fraudes no banco de Edir Macedo

O relatório da PF afirma que o Digimais adotou uma “complexa engenharia financeira” para burlar normas e determinações do Banco Central. Uma auditoria do BC de outubro de 2023 identificou que o patrimônio de um fundo estava superinflado em 943%. Isso porque saltou de R$ 71 milhões para R$ 741,3 milhões.

No entanto, o Banco Central determinou o retorno das cotas ao valor original de R$ 71 milhões.

Banco Digimais
O Banco Digimais é ligado a Edir Macedo, líder da Igreja Universal | Foto: Reprodução/ X

A investigação mostra que o banco descumpriu a ordem da autarquia. Em dezembro de 2025, o Digimais firmou um contrato de compra e venda do fundo com uma empresa do próprio grupo por R$ 741,3 milhões, com pagamento previsto para 2032.

Além disso, a PF utilizou documentos do BC na apuração e identificou paralelos entre o caso do Digimais e as fraudes investigadas no Banco Master.

Os investigadores sustentam que o banco tentou manter “elementos em desconformidade com a realidade de patrimônio” para dar “aparência de riqueza” aos balanços. “Nesse contexto, tais atos detinham o condão de induzir a erro os investidores de mercado e o próprio Banco Central quanto à higidez das finanças da entidade”, concluiu a PF.

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