A Polícia Federal (PF) identificou indícios de corrupção em investimentos realizados pela Amazonprev, órgão responsável pela previdência dos servidores do Amazonas, de junho a setembro de 2024. As aplicações, que somaram R$ 390 milhões em letras financeiras de quatro bancos privados, envolveram R$ 50 milhões destinados ao Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, preso pela segunda vez na última quarta-feira, 4.
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Nesta sexta-feira, 6, a PF deflagrou a Operação Sine Consensu. O objetivo foi cumprir sete mandados de busca e apreensão em imóveis de Manaus e Niterói (RJ). A ação resultou no afastamento de servidores por pelo menos 90 dias. Segundo a corporação, a iniciativa teve apoio do Ministério da Previdência Social, e as transações ocorreram em desacordo com normas federais e de governança.
PF aponta irregularidades e suspeitas de propina
Irregularidades nos procedimentos internos e movimentações financeiras atípicas foram detectadas. A 4ª Vara Federal Criminal de Manaus apura a conduta de três dirigentes da Amazonprev: Claudinei Soares, Cláudio Marins de Melo e André Luis Bentes de Souza. A PF comunicou à Justiça que os investimentos foram realizados mesmo depois de orientação contrária do comitê de investimentos, emitida em 2023.
O Banco Master enfrentava grave crise de liquidez, o que elevou o risco de prejuízo de R$ 50 milhões à Amazonprev. A Justiça destacou que o rombo pode recair sobre pagadores de impostos ou o governo do Amazonas.
O dinheiro da suposta propina teria sido repassado por um empresário do ramo de gestão de frotas de veículos sediado em Niterói. A Justiça considerou atípico que uma empresa desse setor, distante geograficamente, pagasse quantias elevadas a diretores de um fundo previdenciário do Amazonas.
Envolvimento com o Banco Master
O comitê de investimentos da Amazonprev, assim como uma consultoria externa, recomendou não aplicar nesses papéis e sugeriu títulos do Tesouro Nacional como alternativa mais segura. Auditoria do Ministério da Previdência Social constatou que as operações da fundação em 2024 contrariaram tais recomendações e normas.
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A compra das letras do Banco Master, por R$ 50 milhões, ocorreu em junho passado, sem discussão prévia do comitê ou consulta a outros bancos. A instituição de Vorcaro, segundo a decisão judicial, tinha classificação de risco inadequada para operações de longo prazo e não figurava entre as instituições de baixo risco no Banco Central.
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Não acredito. Será? Não é possível!
Aposentadoria dos caras já era kkkkkk