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Economia

Picanha sobe 10,7%, e carne bovina acumula alta em todos os cortes

Peito lidera altas, seguido por picanha e filé-mignon; avanço das exportações para a China pressionou os preços no mercado interno.

Pacotes de carne em uma gôndola de supermercado | Foto: REUTERS/Mike Segar

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

No primeiro semestre de 2026, os principais cortes de carne bovina no Brasil tiveram aumentos significativos, com o peito subindo 10,9%, seguido por picanha (10,66%) e filé-mignon (10,22%), conforme dados do IPCA-15. A alta é atribuída ao aumento das exportações para a China, que estabeleceu uma sobretaxa de 55% para embarques que excederem 1,1 milhão de toneladas.

Todos os principais cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026, conforme dados do IPCA-15, prévia da inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Entre janeiro e junho, o peito registrou a maior alta (10,9%), seguido por picanha (10,66%) e filé-mignon (10,22%).

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A alcatra acumulou alta de 9,48%, enquanto o acém avançou 9,33%. Na outra ponta, os menores reajustes foram registrados no cupim (5,75%) e no patinho (6,61%).

A disparada dos preços é atribuída, principalmente, ao aumento das exportações para a China. Com a corrida dos frigoríficos para embarcar carne antes do esgotamento da cota chinesa com tarifa reduzida, houve diminuição da oferta no mercado interno.

Em janeiro, a China estabeleceu uma sobretaxa de 55% para embarques que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas de carne bovina brasileira em 2026.

Até esse limite, permanece a tarifa de 12%.

Variação no preço da carne

carne bovina - catar
Exportações contribuem para alta no preço das carnes / Foto: Shutterstock

A expectativa é que os preços tenham algum alívio temporário com a desaceleração das compras chinesas nos próximos meses.

No entanto, a consultoria Safras & Mercado projeta nova pressão no fim do ano, diante da retomada da demanda da China, do aumento das compras pelos Estados Unidos e dos efeitos do El Niño sobre a oferta de gado.

O Itaú BBA também aponta as exportações como principal fator por trás da alta dos preços.

Segundo a consultoria, os embarques para a China cresceram 24% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025, e responderam por 51% das exportações brasileiras de carne bovina.

Já a suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia deve ter impacto limitado sobre os preços domésticos.

O bloco representa apenas 3,5% das exportações brasileiras e tem mais relevância como referência internacional do que pelo volume de compras.

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1 comentário
  1. João Luis Senson
    João Luis Senson

    Kkkkkkkkkk…..vai comer picanha na China seus jumentos que votam nesse LADRÃO……..

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