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Economia

Preço da carne no Brasil diminui em outubro

A maior oferta do produto no mercado interno foi a principal responsável

carne

O preço da carne nos supermercados e açougues brasileiros diminuiu no mês de outubro. O levantamento é da Associação Paulista de Supermercados (Apas).

O cálculo mostrou que, dos 14 cortes de carnes pesquisados, dez apresentaram redução de 0,55% no valor.

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Entre os cortes mais populares, o acém apresentou deflação de 3,1% em outubro, e a alcatra, de 1,4%.

“A maior oferta interna do produto influenciou na variação do preço. A estabilidade no custo de produção também ajudou na redução”, informou a Apas. Porém, apesar dessa queda, a cesta de carnes acumula alta de 13% no ano.

Desde setembro, os frigoríficos brasileiros suspenderam as exportações de carne bovina para o mercado chinês, o maior importador do produto. Esse é um dos motivos para o aumento na oferta do produto no Brasil.

Inflação nos supermercados

Em outubro, a inflação nos supermercados ficou em 0,94%, chegando a 8,83% no acumulado de janeiro a outubro. Em 12 meses, o índice ficou em 12,99%.

A maior elevação de preços no mês ficou por conta dos hortifrutigranjeiros (produtos in natura), que apresentaram aumento de 3,37%.

Por outro lado, a cesta de legumes teve uma pequena desaceleração. Mas, no acumulado do ano, o grupo registra alta de cerca de 25%.

Um dos principais produtos que contribuíram para o resultado foi o tomate, item sensível às variações climáticas, cujo amadurecimento foi comprometido em decorrência das baixas temperaturas e do clima seco.

O valor da fruta subiu quase 17% em outubro, acumulando 44% no ano.

Os itens industrializados tiveram um índice de inflação menor do que no mês anterior: 1,01%, contra 1,61% em setembro.

No acumulado do ano, porém, a alta ficou em 11,92%. Os derivados do leite, que representam o maior peso da cesta, contribuíram para o resultado, com aumento de 14,95% no acumulado do ano.

A Apas informou ainda que a escassez de chuvas e das geadas ocorridas na metade do ano inflacionaram principalmente as frutas, que subiram 2,02%.

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