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Economia

Presidente de sindicato pede suspensão da compra do Banco Master pelo BRB

Representante dos bancários de Brasília, Eduardo Araújo entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

Eduardo Araújo afirma que a transação, baseada em um passivo vultoso e na estrutura financeira fragilizada do Banco Master, é prejudicial ao BRB e ao sistema financeiro nacional | Foto: Divulgação/BRB
Eduardo Araújo afirma que a transação, baseada em um passivo vultoso e na estrutura financeira fragilizada do Banco Master, é prejudicial ao BRB e ao sistema financeiro nacional | Foto: Divulgação/BRB

O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, recorreu ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios com uma medida liminar para suspender a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

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Na ação, ele destaca que o Banco Master “adquiriu empresas falidas”. Além disso, Araújo alega que a instituição “emitiu certificados de depósito bancário de alto custo, com taxas que chegaram a 140% do Certificado de Depósito Interbancário”. O sindicalista ressalta que “esses títulos começam a vencer em 2025”.

Araújo afirma que, caso o Banco Master não honre as dívidas, o risco de inadimplência pode gerar uma crise de confiança no sistema bancário. 

A ação popular foi registrada na 1ª Vara da Fazenda Pública do DF na última quarta-feira, 16. Ele ainda afirma que a transação, baseada na estrutura financeira fragilizada do Banco Master, é prejudicial ao BRB.

Riscos e investigações sobre a transação

Se a transação não for suspensa, o BRB pode absorver um passivo considerável. Isso comprometeria sua solvência e causaria uma crise de confiança no sistema bancário, o que afetaria a estabilidade econômica. 

O Ministério Público Federal começou uma investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades na compra, anunciada em 28 de março. O órgão também quer verificar se houve infração ao sistema financeiro.

A aquisição envolve o pagamento de R$ 2 bilhões por 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Banco Master | Foto: Reprodução/Youtube
A aquisição envolve o pagamento de R$ 2 bilhões por 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Banco Master | Foto: Reprodução/Youtube

A investigação, que começou em 8 de abril, busca determinar a legalidade da transação e decidir sobre a abertura de um inquérito formal. 

Paralelamente, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios instaurou um inquérito civil. O Ministério Público de Contas, por sua vez, realiza uma apuração independente. 

A aquisição envolve o pagamento de R$ 2 bilhões por 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Banco Master.

Defesa e justificativas do BRB

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, defendeu a transação. Ele afirmou que a compra tem como objetivo “ampliar a atuação no mercado em segmentos que o Master opera e que trará complementaridade de negócios ao BRB”. 

Ele ainda destacou que isso fortalecerá a governança do banco e dará acesso a recursos especializados de tecnologia e inovação. De acordo com Costa, isso vai favorecer a atuação em mercados de capitais, câmbio e cartão de crédito consignado.

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