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Economia

Presidente do Banco Central Europeu teme perda de independência de instituições

Christine Lagarde afirmou que uma maior interferência política pode comprometer a capacidade de controlar a inflação

Christine Lagarde, presidente do BCE, falou sobre o tema nesta segunda-feira, 27 | Foto: Reprodução/BCE
Christine Lagarde, presidente do BCE, falou sobre o tema nesta segunda-feira, 27 | Foto: Reprodução/BCE

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a autonomia dos bancos centrais está sendo posta em dúvida em algumas regiões do mundo. Ela defendeu a ideia de que uma maior interferência política pode comprometer a capacidade de controlar a inflação.

A afirmação foi feita poucos dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigir que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reduza imediatamente as taxas de juros. Ele alegou que conhece melhor os níveis adequados de juros do que os responsáveis pelas decisões sobre o tema.

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“Embora pesquisas recentes sugiram que a independência de jure dos bancos centrais nunca foi tão predominante como é hoje, não há dúvida de que a independência de fato dos bancos centrais está sendo questionada em várias partes do mundo”, afirmou Christine, em uma conferência do banco central húngaro.

O Fed deve manter a taxa de juros norte-americana nesta semana, mesmo que o BCE provavelmente faça uma redução. O argumento da autarquia deve ser que a inflação está caindo apenas lentamente e que algumas propostas do governo Trump podem, na verdade, aumentar as pressões sobre os preços, o que poderia atrair críticas da Casa Branca.

Em paralelo, Christine alertou para o fato de que a interferência política pode desencadear um “círculo vicioso” capaz de enfraquecer ainda mais a independência das autoridades monetárias.

“A influência política sobre as decisões dos bancos centrais também pode contribuir substancialmente para a volatilidade macroeconômica”, disse Christine, em um discurso em vídeo na Hungria.

Christine destacou que a pressão política persistente sobre um banco central tende a aumentar a volatilidade do câmbio, elevar os rendimentos de títulos e ampliar os prêmios de risco.

Esse aumento de volatilidade pode dificultar o controle da inflação, levantando questionamentos sobre se os bancos centrais independentes estão conseguindo cumprir seus objetivos, afirmou Christine.

Leia também: “Endividamento das famílias sobe a 48,2% em novembro, diz BC”

Segundo ela, essa sequência de acontecimentos pode enfraquecer o consenso social e intensificar ainda mais a instabilidade econômica.

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