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Subprocurador pede suspensão de troca na Petrobras

Lucas Rocha Furtado fala em interesse eleitoreiro na mudança de comando da estatal
Troca de comando da Petrobras está na mira de subprocurador
Troca de comando da Petrobras está na mira de subprocurador | Foto: Arquivo/Agência Brasil

No que depender do subprocurador-geral da República junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Rocha Furtado, Joaquim Silva e Luna não chegará ao posto de diretor-presidente da Petrobras. Em representação encaminhada ao plenário do TCU, o integrante do Ministério Público (MP) pede que a anunciada mudança na gestão da empresa seja invalidada.

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Para tal solicitação, Rocha Furtado reclama do que define como interferência do governo federal na operação da Petrobras. Nesse sentido, o subprocurador-geral sugere que a divulgação feita na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro não visou ao bem-estar dos negócios para a petrolífera. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que o general Silva e Luna assumirá a função de presidente da companhia no lugar do economista Roberto Castello Branco.

“Indícios de sobreposição de interesses particulares com fins eleitoreiros ao interesse público e desvio de finalidade do ato administrativo, com ofensa aos princípios constitucionais da legalidade e da moralidade”, afirma o subprocurador-geral, informa o jornal O Estado de S. Paulo. Dessa forma, ele pede que o processo de transição do comando da Petrobras seja imediatamente interrompido — e seguindo somente caso os ministros do TCU entendam que a mudança não foi traçada com fins meramente políticos.

O TCU ainda não definiu quando e como analisará o pedido do subprocurador-geral.

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