Produção de bicicletas é afetada por falta de peças

Foram comercializados 6 milhões de unidades em 2020, no Brasil
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Bicicletas: mercado em crescimento com a pandemia de covid-19
Bicicletas: mercado em crescimento com a pandemia de covid-19 | Foto: Divulgação/Pixabay

As bicicletas ganharam espaço, no Brasil e no mundo, durante a pandemia de covid-19, seja para escapar de aglomerações nos ônibus e metrô, como meio de transporte dos serviços de entrega, e como alternativa para o lazer ou para a prática de esportes. E, desde março do ano passado, suas vendas experimentam crescimento mundial.

No Brasil, foram 6 milhões de bicicletas comercializadas em 2020, entre as fabricadas aqui, as importadas e as montadas localmente. Segundo a Aliança Bike, associação que reúne 75% do mercado, o crescimento foi de 50% em relação a 2019. Com isso, veio a falta global de matérias-primas, peças e componentes. Boa parte deles é importada.

De acordo com Cyro Gazola, presidente da Caloi, a maior fabricante do país, e vice-presidente para o segmento de bicicletas da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), tem sido comum a indústria interromper a linha de produção de dois a três dias no mês por falta de peças, nos últimos três a quatro meses. Para ele, o ritmo de produção deve demorar entre nove meses e um ano para se regularizar.

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Dois motivos levam a que a desproporção entre a oferta e a demanda por bicicletas, que é global, seja mais acentuada no Brasil, segundo o diretor da Aliança Bike Daniel Guth. Os países asiáticos, os grandes fornecedores, têm priorizado os pedidos daqueles mercados consolidados e que pagam mais. Além da alta das matérias-primas, como o aço e o alumínio, que são cotadas em dólar, e estão valorizadas pela alta do câmbio, o preço do frete marítimo quintuplicou no último ano. Com isso, o preço da bicicleta, nos últimos 12 meses até abril, aumentou quase 20%, enquanto a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 6,76%.

Mesmo com a alta nos preços, a procura dos consumidores por bicicletas continua. Para atenderem à demanda, as lojas começaram a vender bicicletas usadas e a ter lista de espera, revela uma pesquisa recente da Aliança Bike com varejistas.

Leia também: “Mercado de motocicletas cresce 52% em abril de 2021”

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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