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Economia

Reag inflou patrimônio para abater dívida do Master com BRB

Operação contábil contestada por investidores permitiu compensação de R$ 560 milhões em meio a rombo de R$ 12,2 bilhões

Liquidação extrajudicial da Reag foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro | Foto: Divulgação/Reag
Manobra envolveu a valorização repentina de um fundo imobiliário de luxo em São Paulo | Foto: Divulgação/Reag

A gestora Reag, responsável por ativos do Banco Master, realizou uma operação contábil que possibilitou ao banco de Daniel Vorcaro abater R$ 560 milhões de sua dívida com o Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, 6, a manobra envolveu a valorização repentina de um fundo imobiliário de luxo em São Paulo, que fora usado como compensação em operações financeiras irregulares.

Reag realiza manobra contábil polêmica

De acordo com o Estadão, em agosto do ano passado, o patrimônio líquido do fundo Trevi, pertencente à Reag, saltou de R$ 409 mil para R$ 1,7 bilhão. O aumento ocorreu sem quitação das dívidas contraídas na aquisição de 33 imóveis na região do Butantã, na zona oeste da capital paulista. Investidores contestaram a falta de metodologia na avaliação e pediram explicações, mas não receberam respostas.

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O valor inflado permitiu ao Master, que detinha um terço do fundo por meio do Trevi, reduzir parte da dívida de R$ 12,2 bilhões junto ao BRB. A operação envolveu empréstimos de R$ 181 milhões. O montante foi concedidos de janeiro a junho de 2024, com juros de 5% ao ano mais 100% do CDI, com vencimento previsto para 2029.

Contestações e investigação

Parceiros do Master, como a Esfera Aquisições Imobiliárias, enviaram indagações sobre a avaliação repentina e a ausência de fato relevante para o mercado. Até o momento não obtiveram retorno. O Banco Central liquidou o Master e a Reag, depois de constatar emissão de títulos falsos.

O BRB afirma que não participou das decisões de gestão do fundo e contratou investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio técnico da Kroll Associates Brasil, para apurar as operações e confirmar valores repassados.

De acordo com os resultados dessa investigação, cerca de 30 gestores do BRB participaram da fraude. Em resposta, na última quarta- feira, 2, o governo do Distrito Federal afastou os dirigentes do banco.

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