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Economia

Sabesp investe R$ 1 bilhão para assumir o controle da Emae

A concretização do negócio precisa do aval de órgãos regulares, o que pode ocorrer ainda em 2025

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Com compra, a Sabesp pretende ampliar o fornecimento de água para a Grande São Paulo e a Baixada Santista | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) formalizou, neste sábado, 4, a aquisição de 70% da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). O valor da negociação foi de R$ 1,1 bilhão.

Apesar do acordo entre as partes, a conclusão da operação depende do aval de órgãos como Conselho Administrativo de Defesa Econômica, da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo. Há a expectativa de que a conclusão da análise do caso ocorra em até 60 dias, ou seja, ainda neste ano.

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Com a compra, a Sabesp pretende ampliar o fornecimento de água para a Região Metropolitana de São Paulo e para a Baixada Santista, mirando o tratamento de 7 mil litros por segundo. O plano inclui a criação de novas estações de tratamento de água nos arredores das represas Billings e Guarapiranga, em áreas hoje pertencentes à Emae.

Projetos de expansão e impacto regional

Entre as iniciativas previstas estão a expansão do bombeamento entre represas e a construção de estações na capital paulista: uma no Jardim Shangrilá, junto à Billings, com capacidade para mil litros por segundo, e outra no Jardim Ângela, às margens da Guarapiranga, com capacidade para 2 mil litros por segundo.

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A demanda da Grande São Paulo chega a 65 mil a 70 mil litros de água por segundo. Os projetos executivos ainda vão definir os locais exatos das novas estruturas e se há ocupação nas áreas. O cronograma prevê obras entre dois anos e meio a três anos depois das aprovações necessárias.

A Sabesp também planeja assumir a operação total do Projeto Billings, iniciativa de cem anos que integra os rios Tietê, Pinheiros e Billings para abastecimento e geração de energia na Usina Henry Borden, na Baixada Santista. Atualmente, Emae é responsável pelas bombas hidráulicas, a usina e a própria represa.

A poluição dos rios e da Billings nas últimas décadas limitou o uso da represa para abastecimento. A Sabesp, no entanto, aposta que a progressiva melhoria da qualidade da água do Rio Tietê permitirá, no futuro, que a Billings volte a fornecer água tratada à população.

Emae e novos negócios da Sabesp

Se o negócio for aprovado, a Sabesp passará a atuar também no segmento de energia, já que a Emae possui cinco hidrelétricas conectadas ao Sistema Integrado Nacional. A companhia ainda prevê aumentar a vazão de água para o Rio Cubatão, essencial para o abastecimento de cidades como Santos, São Vicente e Cubatão.

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Privatizada em 2024 com a venda das ações do governo paulista, a Emae era a última estatal de energia do Estado de São Paulo. Atualmente, a Represa Billings abastece a Grande São Paulo por dois braços limpos: o Rio Grande, separado da área poluída por barragem, e o Taquacetuba, que envia água para Guarapiranga.

Leia também: “O saneamento está prestes a ser básico”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 227 da Revista Oeste

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