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Economia

José Seripieri Filho agradece a Lula após compra da Amil, 'meu eterno inspirador'

O empresário negou que Lula tenha ajudado na operação de compra da Amil, salientando que foi apenas "apena inspiração, de resiliência"

Jose Seripieri Filho
Jose Seripieri Filho

O empresário José Seripieri Filho, novo controlador da Amil, agradeceu na última sexta-feira, 22, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. logo após a conclusão da compra da operadora de planos de saúde.

“E um especial agradecimento ao presidente Lula, meu eterno inspirador”, disse Seripieri para a Folha de S.Paulo.

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Entretanto, o empresário negou que Lula tenha influenciado ou ajudado na operação, salientando que foi apenas “apena inspiração, de resiliência”.

O empresário também agradeceu ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que teria tido “uma participação incrivelmente profissional”.

Entenda o caso da compra da Amil

O Conselho de Administração da UnitedHealth Group (UHG), maior empresa se saúde do mundo, aprovou na última sexta, a venda da Amil a Seripieri, conhecido como “Júnior da Qualicorp”.

Seripieri teria oferecido R$ 11 bilhões para a empresa americana, sendo R$ 2 bilhões em equity e R$ 9 bilhões de assunção de dívidas.

Saiba mais: 38 planos de saúde de 10 operadoras têm venda suspensa

Seripieri é muito próximo do presidente da República. Ele foi o maior doador individual para o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2022, totalizando R$ 2.575.000 repassados ao cofre do partido.

O empresário visitou o petista inúmeras vezes na prisão em Curitiba, e chegou a levar o então recém-eleito mandatário para e sua comitiva à COP27, no Egito, em seu jato privado.

Lula costumava frequentar a casa de veraneio do empresário, em Angra dos Reis (RJ).

Hoje Seripieri integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado Conselhão.

Novo dono da Amil já foi preso na Lava Jato

Em 2020 Seripieri firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público e confessou o crime eleitoral de caixa dois em um caso envolvendo o senador tucano José Serra.

O empresário ficou preso por três dias em julho de 2020 em decorrência da Operação Paralelo 23, que investigou pagamentos para a campanha de Serra ao Senado em 2014.

Seripieri se tornou réu acusado de corrupção, lavagem e caixa dois na Justiça Eleitoral de São Paulo, âmbito de um conjunto de inquéritos apelidado de “Lava Jato Eleitoral”.

O acordo de colaboração foi homologado em 2020 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, prevendo o pagamento de R$ 200 milhões pelo empresário como ressarcimento aos cofres públicos.

Os termos do acordo e os detalhes dos depoimentos permanecem sigilosos até hoje.

Júnior da Qualicorp assumiu todos os passivos presentes e futuros

Seripieri aceitou assumir todos os passivos da UHG no Brasil, seja passados ou futuros. Uma das condições impostas pela empresa americana, que quer sair definitivamente do Brasil.

A oferta de Seripieri superou as de outros concorrentes, como o empresário Nelson Tanure, que teria oferecido R$ 3 bilhões.

A transação é a maior operação de fusão e aquisição já realizada entre uma companhia e uma única pessoa física no Brasil.

Saiba mais: Dona da Amil põe à venda operadora e hospitais

Os R$ 2 bilhões foram financiados por Seripieri junto aos bancos Santander, Bradesco, Bradesco BBI, BR Partners e BTG Pactual.

Em 2022, a Amil registrou um faturamento de R$ 26,3 bilhões, com um patrimônio líquido de R$ 16 bilhões e R$ 8,5 bilhões em caixa.

A empresa de saúde tem uma carteira de mais de 5 milhões de beneficiários entre planos de saúde e dentais, com mais de 31 hospitais e 28 clínicas médicas.

Segundo o Bank of America (BofA) os ativos da empresa valem ao todo entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões.

Saiba mais: Planos de saúde têm lucro de R$ 3,1 bi em 2023

Todavia, Seripieri deverá reverter um Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) negativo de cerca de R$ 2 bilhões.

Um dos maiores problemas da Amil são os planos de saúde individuais, que apresentam uma sinistralidade superior a 100%, ou seja, representam mais custos do que receitas.

Saiba mais: Lei dos planos de saúde poderá ser votada ainda neste mês

Esse ponto é um dos principais problemas financeiros da Amil. Além disso, os reajustes são tabelados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e não é possível rescindir os contratos.

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6 comentários
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Treta! Tem rôlo! É óbvio! Os semelhantes se alegram entre sí…

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Se o NoveDedos não tem nada a ver com essa estória esquisita aí, então qual é o motivo de tanto agradecimento, tanto puxasaquismo e enfim, tanta rasgação de seda, tantas visitas ao cárcere e tantas viagens de jatinho particular? Aparentemente nada parece ter a ver com algo ilícito mas, porém, todavia, contudo, esse tipo de negócio é tão intrincado que não é meu mister tentar desvendar, então fica para outros mais habilitados para isso.

  3. carlos henrique hexsel
    carlos henrique hexsel

    Cada transação aparece um envolvido em algum dos centenas de escândalos do Lula , todo la voltando a cena do crime

  4. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    SÓ DOIDEIRA contrata os serviços dessas empresas PTralhas…só cliente que depois fica dando xilique sono Celso russo ano…
    Querem ter problemas!?!
    Comprem e sejam clientes dessas empresas de bandidagem

  5. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    É … o brasilzão velho voltou com todas as facetas e os mesmos atores. e. sem nenhum pudor e com pressa para tirar o atraso dos quatro anos anteriores.

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