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Economia

Tesouro Nacional propõe novo modelo de teto de gastos

A proposta, considerada mais flexível, está ancorada na despesa, na dívida e no resultado primário

teto de gastos
Fachada do Ministério da Economia | Foto: Hoana Gonçalves/ME

O Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Economia, apresentou nesta segunda-feira, 14, uma proposta de regra mais flexível para o teto de gastos, a norma que trava as despesas federais à inflação do ano anterior.

A regra sugerida pelo Tesouro admite um crescimento nos gastos acima da inflação, de acordo com o nível e a trajetória da dívida pública. A norma também concede um bônus caso as contas públicas fiquem no azul, o chamado superávit primário.

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Um texto assinado por oito técnicos do órgão apresenta os pilares da nova regra do teto de gastos, que continuaria tendo um limite de despesas como principal âncora.

“Um Estado em boas condições fiscais permite juros, carga tributária e inflação baixos, condições necessárias para maior crescimento de longo prazo da economia. As regras fiscais buscam, assim, reduzir a margem de discricionariedade dos agentes públicos no curto prazo, para evitar que o desejo de satisfação imediata gere consequências negativas no longo prazo”, ressaltou o Tesouro, em comunicado.

A proposta do Tesouro Nacional, que começou a ser elaborada antes das eleições, busca contribuir com uma alternativa para a discussão de reformulação das regras.

O desenho sugerido pelo órgão está ancorado em três principais elementos: despesa, dívida e resultado primário. O limite de gastos sempre será corrigido ao menos pela inflação (como ocorre hoje), mas há possibilidade de um adicional, dependendo do nível e da trajetória desses indicadores.

No caso do endividamento, os técnicos escolheram como referência a dívida líquida do governo geral (DLGG). Ela inclui governo federal, Estados e municípios — mas, diferentemente de outros indicadores mais conhecidos (como a dívida bruta ou a dívida líquida do setor público, a DLSP), exclui dívidas de estatais e títulos públicos usados pelo Banco Central para fazer sua política de juros.

Leia também: “Desastre anunciado”, reportagem publicada na edição 138 da Revista Oeste

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8 comentários
  1. VICTOR GUEDES LIMA OTAVIO
    VICTOR GUEDES LIMA OTAVIO

    Kkkkk. Tarde demais. Tchau Paulo Guedes, maior responsavel pela derrota de Bolsonaro.

  2. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    Teatrinho para enganar o contribuinte, bando de inúteis!

  3. Antenor P. Assis
    Antenor P. Assis

    Os termos, as regras e as vergonhas estão sendo jogadas no lixo.Tudo para acomodar um FANTOCHE no poder.
    O 9 dedos está sendo tão protegido pelo “SISTEMA” que nem se preocupa com a dita “transição”. Tudo está DOMINADO e o dinheiro público (que é nosso), na administração desses ex presidiários, será financiador de FARRA DE QUADRILHA…..

  4. Paulo Henrique
    Paulo Henrique

    O terror que vem por aí não irá respeitar essas regras. Não fez antes, porque faria agora ?

  5. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Então se a inflação for negativa (deflação) e se o desenho dessas âncoras (despesa, dívida e resultado primário) exprimirem uma tendência para o declínio, significa que o teto dos gastos pode até reduzir?
    Interessante isso não é? Essa proposta só surge agora com a expectativa do retorno da quadrilha ao poder… muito interessante. É a tal de flexibilização que é sinônimo de acochambração, da picaretagem.

  6. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    COMEÇOU OS BALÕES DE ENSAIO!!
    Grupinhos de canalhas em ação ávidos por holofotes.

  7. Henrique Aparecido Casarotto
    Henrique Aparecido Casarotto

    A alteração me parece razoável, entretanto, não atende aos gafanhotos vermelhos que buscam um cheque em branco com a falácia de combate à fome.

  8. Alexandre Mello De Souza
    Alexandre Mello De Souza

    Agora tudo será valido para apoiar o PT no estouro do orçamento. Inacreditável.

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