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Economia

Títulos argentinos em dólar disparam, com perspectiva de relação positiva entre Milei e Trump

Políticos têm plataformas de governo antiesquerda e a favor das liberdades

Javier Milei gesticula, no camarote, durante uma votação para lançar seu partido, La Libertad Avanza, em Buenos Aires, Argentina - 28/9/2024 | Foto: Matias Baglietto/Reuters
Javier Milei gesticula, no camarote, durante uma votação para lançar seu partido, La Libertad Avanza, em Buenos Aires, Argentina - 28/9/2024 | Foto: Matias Baglietto/Reuters

Os mercados financeiros da Argentina reagiram positivamente, nesta quarta-feira, 6, à vitória de Donald Trump na eleição dos Estados Unidos. Os títulos dos hermanos em dólar, por exemplo, registraram alta expressiva. Da mesma forma, o índice de risco do país sul-americano também apresentou queda significativa — o menor nível em cinco anos.

A expectativa de uma relação mais próxima entre o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente recém-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, animou os investidores.

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No exterior, os títulos argentinos valorizaram-se no começo da abertura do mercado. O risco país, que mede o prêmio exigido pelos investidores para manter títulos locais em relação à dívida dos EUA, caiu para pouco mais de 880 pontos-base.

A expectativa da relação entre Milei e Trump

Milei, conhecido por suas políticas de austeridade e estilo energético, semelhante ao de Trump, usou uma motosserra como símbolo de campanha para representar seus planos de cortes de gastos. Ele é apelidado de “El Loco” e se tornou símbolo global da direita, ao se aproximar de Trump e Elon Musk.

Donald Trump deve ter processos criminais arquivados após vitória
A Suprema Corte dos EUA já havia definido, em julho, que presidentes têm imunidade parcial contra persecução penal pelo que for cometido no cargo. | Foto: Brian Snyder/Reuters

A possível colaboração entre Milei e Trump também pode beneficiar o programa de empréstimo de US$ 44 bilhões da Argentina com o FMI, já que os EUA têm o maior poder de voto na instituição. No entanto, analistas dizem que a vitória de Trump pode enfraquecer a âncora cambial da Argentina, que Milei fortaleceu depois de anos de desvalorização da moeda.

Segundo o banco Goldman Sachs, uma vitória de Trump exercerá pressão depreciativa sobre o peso.

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