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Economia

Tribunal de Contas do DF aponta irregularidades em serviço do PicPay

Relatório revelou retenção de R$ 80 milhões em salários e levou a Secretaria de Economia a suspender o recurso de adiantamento

Tribunal de Contas do Distrito Federal: votação 'relâmpago' às vésperas do recesso de fim de ano | Foto: Divulgação/TCDF
De acordo com o Tribunal de Contas do Distrito Federal, os descontos desrespeitam a legislação | Foto: Divulgação/TCDF

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) identificou cobrança considerada irregular em antecipações salariais feitas pelo PicPay. Com base no relatório, a Secretaria de Economia suspendeu o serviço, que descontou R$ 81,7 milhões em salários de servidores do governo do Distrito Federal, entre 2024 e 2025.

O contrato com o banco digital foi firmado em setembro de 2024. O relatório de inspenção registrou crescimento rápido de descontos: R$ 11,7 milhões em 2024 e R$ 70 milhões até agosto de 2025.

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TCDF conclui que descontos são ilegais

De acordo com o Tribunal de Contas, o PicPay cobrava dos servidores uma “taxa de antecipação” pelo uso do recurso mesmo dizendo ser uma operação “sem juros”. No entendimento do órgão, a taxa equivale a juro, ainda que o banco digital alegue tratar-se de valor fixo opcional.

Diante dos resultados apurados pelo relatório, o TCDF recomendou a suspensão dos novos descontos.

A Corte também determinou que o banco classifique o adiantamento como consignação facultativa, quando o servidor precisa autorizar o desconto.

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PicPay descontou R$ 81,7 milhões em salários de servidores do governo do Distrito Federal | Foto: Reprodução/PicPay

O caso ganhou repercussão política. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (IINSS) recebeu relatórios que apontam pagamentos da J&F, controladora do PicPay, ao escritório de advocacia ligado ao governador Ibaneis Rocha (MDB).

Informativos enviados pelo banco Santander ao Coaf mostraram que o escritório recebeu R$ 1 milhão quatro dias depois de o cadastro do PicPay junto ao governo do Distrito Federal.

Nos 12 meses contados a partir da autorização, de outubro de 2024 a outubro de 2025, foram R$ 34 milhões em 15 operações, incluindo repasses mensais de R$ 1 milhão e um pagamento de R$ 5 milhões em dezembro de 2024.

Ibaneis negou irregularidade e disse não ter vínculo com a gestão do escritório. A J&F afirmou que os contratos de advocacia existem há mais de uma década e não têm relação com ações do governo distrital.

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1 comentário
  1. Alice Maria Gaspar Godinho Cruz
    Alice Maria Gaspar Godinho Cruz

    A roubalheira no Brasil é robusta .

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