O mercado de veículos eletrificados registrou forte crescimento no Brasil no primeiro trimestre deste ano. Levantamento da K.Lume Consultoria Automobilística mostra que o volume de emplacamentos superou 95 mil unidades, com avanço de 88% na comparação com o mesmo período de 2025.
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Realizado com base em dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o estudo avaliou o resultado de modelos elétricos, híbridos e suas variações. No mesmo intervalo, as vendas de veículos a combustão avançaram 7%, o que ampliou a participação dos eletrificados no mercado nacional.
Segundo o diretor-executivo da K.Lume, Milad Kalume, carros eletrificados representam cerca de 15% das vendas de veículos no Brasil. A expectativa da consultoria é que o percentual fique entre 15% e 17% até o fim do ano.
Especialistas atribuem o crescimento à entrada de novas montadoras no país, sobretudo chinesas. Para Kalume, o aumento no preço dos combustíveis também incentiva a migração para veículos elétricos.
Incerteza econômica pesa na decisão do consumidor
Apesar do crescimento, a K.Lume projeta um segundo semestre menos aquecido. A consultoria aponta a Copa do Mundo e o período eleitoral como fatores que podem reduzir o movimento nas concessionárias.
“Outro fato é a questão das eleições, que causa instabilidade”, disse Kalume. “Quem vai ganhar? O que vai acontecer com a economia? Isso gera incerteza na cabeça do consumidor, que espera o cenário se concretizar para depois definir o que fazer.”
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Em contrapartida, a Bright Consulting apresenta uma perspectiva mais otimista. A empresa projeta que os eletrificados responderão por 20% das vendas de veículos leves neste ano.
O diretor de operações da consultoria, Murilo Briganti, afirma que novos lançamentos devem sustentar o crescimento da participação no mercado. Ele também destaca a competitividade das montadoras chinesas, que têm ampliado a oferta de modelos com tecnologia e preços mais atrativos.
“Os chineses voltaram a produção para esse diferencial, que é ter o carro eletrificado”, argumentou Briganti. “Eles chegam aqui com carros muito competitivos, que conseguiram conquistar o consumidor. Isso faz com que as montadoras tradicionais tenham que reagir também.”
Outro fator indicado por especialistas é a diversificação da matriz automotiva. Para o diretor da E-Wolf, Thiago Castilha, a coexistência de diferentes tecnologias pode reduzir dependências e ampliar as opções para o consumidor.
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