Em sua primeira entrevista, Débora Rodrigues, “a moça do batom”, relata a vida na cadeia, as ameaças de outras detentas, a separação dos filhos e a rotina em prisão domiciliar depois da condenação pelo 8 de janeiro. Atualmente, vive com o marido e os filhos em Paulínia, interior de São Paulo. A partir das 20h30 desta terça-feira, 14, a Revista Oeste transmite, em seu canal no YouTube, trecho inédito da conversa com o jornalista Cristyan Costa.
Na manhã do dia 8 de janeiro de 2023, Débora foi comum grupo até a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Nesse contexto escreveu, com um batom, a frase “perdeu, mané” na Estátua da Justiça, que fica em frente ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ela, o ato se deu a pedido de um homem que participava do protesto. Débora relata não imaginava que o gesto ganharia a repercussão que teve. “Eu me arrependo muito do que fiz naquele dia.”
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Hoje, a rotina diária de Débora limita-se aos cômodos de sua casa. Desde que passou ao regime domiciliar, permanece sendo monitorada pela tornozeleira e submete-se a uma autorização judicial para sair da residência.
Débora relata que o primeiro contato que teve com a cela da cadeia foi a falta de higiene do local. “Havia muitas bitucas de cigarro jogadas no chão, odor de fezes e urina”, conta. “Eu não conseguia descansar, dormir, comer nem beber água.”
Na entrevista, ela menciona que ficou uma semana na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP), período em que, devido às fortes dores de estômago, dormia ajoelhada, quando conseguia, ao lado da cama. Débora também falou sobre o período em que permaneceu no Presídio de Tremembé (SP), conhecido por seus detentos famosos, como Elize Matsunaga e Suzane von Richthofen. “Passei bastante dificuldade”, diz. “Fiquei dez dias passando frio absoluto, a coberta era superfina, as janelas eram abertas. Fui ameaçada de morte por uma presa”.
Assista à entrevista com Débora do Batom
Confira, além do vídeo, o texto da entrevista conduzida por Cristyan Costa com Débora do Batom.





































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