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Atriz demitida por ser de direita decide processar a Disney

Gina Carano foi dispensada pela empresa depois de ter se posicionado politicamente; ela está tendo ajuda de Elon Musk no processo judicial

Foto da atriz Gina Carano
Gina Carano era uma das estrelas da série The Mandalorian | Foto: Divulgação/Disney

Estrela de uma das séries de maior sucesso da Disney, The Mandalorian, a atriz Gina Carano entrou na Justiça contra a empresa e a Lucasfilm por discriminação e demissão sem justa causa. O motivo? A atriz fez publicações com opiniões de direita no X, antigo Twitter, o que acabou incomodando os executivos das empresas.

De acordo com o The Hollywood Reporter, a artista entrou com a ação nesta terça-feira, 6, em um tribunal de Justiça da Califórnia com exigência de ser recontratada. Quem auxilia a atriz na causa é o próprio dono do X, Elon Musk, que está pagando os custos do processo.

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O empresário já prometeu ajudar financeiramente todos os usuários que alegam que foram discriminados por publicações que eventualmente tenham feito no X, como é o caso da artista dispensada pela Disney. 

“Como um sinal do compromisso da X Corp com a liberdade de expressão, temos o orgulho de fornecer apoio financeiro para o processo de Gina Carano, capacitando-a a buscar a reivindicação de seus direitos de liberdade de expressão no X e a capacidade de trabalhar sem intimidação, assédio ou discriminação”, disse Joe Benarroch, chefe de operações comerciais da rede social.

Foto de Gina Carano, ex-atriz da Disney
Gina Carano em cena da série The Mandalorian | Foto: Reprodução/Disney

Atriz foi demitida pela Disney por piadas e comentários sobre política

A demissão da estrela de The Mandalorian aconteceu depois de ela afirmar que fazer parte do Partido Republicano era como ser judeu durante o Holocausto. O comentário não pegou bem e foi alvo de inúmeras críticas devido ao teor fora do tom. Ela também já fez piadas sobre o uso de máscaras no auge da pandemia de covid-19 e sugeriu que houve uma fraude eleitoral na vitória de Joe Biden, em 2020.

Os advogados de Gina Carano alegaram que a Disney e a Lucasfilm “perseguiram e difamaram Carano por se recusar a conformar-se com seus pontos de vista sobre questões relacionadas ao Black Lives Matter, pronomes preferidos e alegações refutadas de interferência eleitoral”.

Os advogados também afirmaram que as duas empresas fizeram vista grossa a colegas de elenco masculinos que disseram piadas ofensivas sobre políticos republicanos.

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