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Charge sobre penduricalhos no Judiciário gera polêmica e críticas

Parte da magistratura interpretou desenho como alusão à morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, do TJRS

Martelo e balança da Justiça, em alusão à matéria da ação do 8 de janeiro; esquema
A decisão é da 18ª Vara Cível de Brasília | Foto: Reprodução/Freepik

Uma ilustração crítica sobre os chamados penduricalhos no Judiciário veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo no sábado 9 desencadeou reações de diversas associações de juízes, tribunais e representantes do setor. Parte da magistratura interpretou o desenho como uma alusão à recente morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

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A charge, assinada por Marília Marz, apresentava uma lápide. Junto, veio a frase: “Vidinha mais ou menos, até perdê-la junto dos penduricalhos”, abordando de forma irônica os benefícios e auxílios que aumentam a remuneração de magistrados além do teto constitucional. A publicação do conteúdo ocorreu em meio a discussões públicas sobre os adicionais recebidos pela categoria.

Reações das entidades e do Judiciário

Nota da Ajufe sobre o caso. Judiciário
Nota da Ajufe sobre o caso | Foto: Reprodução/Instagram

Entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) condenaram a publicação. Elas alegaram que o momento de luto pelo falecimento da juíza, ocorrido na quarta-feira 6, aos 34 anos, depois de complicações médicas relacionadas à fertilização in vitro, deveria ser respeitado.

Para essas entidades, a proximidade entre os fatos sugeriu uma conexão indireta entre a charge e o óbito da magistrada.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, também se manifestou. Ele ressaltou que a liberdade de imprensa e o direito à crítica exigem “prudência, responsabilidade e consciência ética”, sobretudo em períodos de luto, conforme nota publicada depois da polêmica.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, responsável por São Paulo e Mato Grosso do Sul, divulgou um texto assinado por seu presidente, Luís Antonio Johonsom di Salvo, que reprova a charge. O magistrado ainda afirmou que juízes continuarão enfrentando “quem se vale de zombarias a título de crítica”.

Leia também: “Gilmar apaixonado”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 321 da Revista Oeste

O tribunal classificou o desenho como uma “grotesca exibição” que buscou “enxovalhar a magistratura brasileira” e considerou a publicação como ato de “crueldade, mau gosto e putrefação ideológica”.

Em resposta depois da repercussão, neste domingo, 10, Marília Marz esclareceu que a morte da juíza “não foi inspiração para a charge” e lamentou a associação feita. “Só soube dessa horrível coincidência e interpretação a partir dos ataques na internet”, afirmou a chargista. “Sinto muitíssimo.”

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1 comentário
  1. Mônica
    Mônica

    Farão qquer coisa p/ desviar o foco, e não duvido nada que ainda apareça um processo contra a chargista.

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