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Correios zombam do país com aval do governo Lula, diz Estadão

Estatal recuou de medidas de reestruturação diante de ameaça de greve; jornal questiona viabilidade de novos financiamentos

Veículos dos Correios no estacionamento da estatal: socorro financeiro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Veículos dos Correios no estacionamento da estatal: socorro financeiro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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O jornal O Estado de S. Paulo criticou, em editorial publicado em 15 de julho, a decisão dos Correios de suspender parte de seu plano de reestruturação devido à ameaça de greve dos funcionários, considerando isso um sinal da fragilidade da administração da estatal. O adiamento de medidas como fechamento de agências e fim de gratificações foi classificado como uma forma de adiar problemas financeiros, com a empresa acumulando prejuízos significativos.

O jornal O Estado de S. Paulo criticou, em editorial publicado nesta quarta-feira, 15, a decisão dos Correios de suspenderem parte de seu plano de reestruturação em meio à ameaça de greve dos funcionários. “A cada dia que passa, os Correios provam que não chegaram à situação de penúria em que se encontram por acidente”, avalia o texto.

A empresa decidiu adiar, pelo menos até 31 de julho, medidas como o fechamento de agências e o fim da gratificação paga aos empregados que atuam no atendimento ao público. O jornal classificou a decisão como um sinal da fragilidade da administração dos Correios, que compromete a credibilidade da estatal justamente no momento em que ela busca novos empréstimos para equilibrar as contas.

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O Estadão lembra que o plano de reestruturação foi apresentado como contrapartida para a obtenção de um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim de 2025 com cinco bancos, entre eles duas instituições públicas. Os Correios, lembra o editorial, acumularam prejuízo durante 14 trimestres consecutivos e encerraram 2025 com um déficit de R$ 8,5 bilhões.

Emmanoel Schmidt Rondon deve assumir a presidência dos Correios
Emmanoel Schmidt Rondon é o atual presidente dos Correios | Foto: Reprodução/Youtube

Na avaliação do jornal, o Ministério da Fazenda optou por adiar o problema financeiro da empresa em vez de enfrentá-lo. “A opção do Ministério da Fazenda parece ter sido a de empurrar o problema com a barriga até segunda ordem – ou, pelo menos, até as eleições presidenciais de outubro”, diz o editorial.

O texto também destaca que a estatal ainda precisará contratar entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões em novos empréstimos neste ano para manter os pagamentos em dia. Diante da suspensão parcial do plano de recuperação, o jornal questiona a capacidade dos Correios de convencerem instituições financeiras a concederem novo crédito.

TCU questiona situação financeira dos Correios

O editorial menciona que servidores do Tesouro Nacional passaram a ser alvo de questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa as premissas financeiras utilizadas para embasar a garantia concedida à operação de crédito dos Correios.

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Sede do TCU em Brasília | Foto: TCU/Divulgação

O Estadão também cita o prejuízo de R$ 3,16 bilhões registrado pela empresa no primeiro trimestre deste ano e afirma que outras medidas previstas no plano de recuperação, como o programa de demissão voluntária, a venda de imóveis ociosos e mudanças no plano de saúde dos funcionários, também poderão ser revistas caso a paralisação dos empregados seja confirmada.

O jornal sustenta que uma empresa privada em situação semelhante já teria encerrado as atividades e atribui ao governo federal a manutenção da estatal nas condições atuais. “Se os Correios zombam do país, é porque têm a certeza de que o governo Lula dá respaldo a esses absurdos”, conclui o editorial.

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2 comentários
  1. Bibliófilo

    Privatize logo este elefante branco estatal, que nunca será uma empresa lucrativa e eficiente.

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