O jornal Folha de S.Paulo criticou duramente a condução do setor elétrico brasileiro em seu editorial publicado neste sábado, 6. A análise aponta que a falta de planejamento de longo prazo e a rendição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e do Congresso Nacional a lobbies setoriais criaram um desequilíbrio no sistema. O texto destaca que as decisões politicas recentes vão empurrar quase R$ 1 trilhão em custos extras para as tarifas dos consumidores até o ano de 2050.
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De acordo com o levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia citado no artigo, o Leilão de Reserva de Capacidade responde pela maior fatia do prejuízo, somando R$ 546 bilhões. A conta do setor também foi inflada por mais R$ 197 bilhões em emendas parlamentares desenhadas para beneficiar o segmento de eólicas offshore. O jornal pondera que o Ministério de Minas e Energia contesta os cálculos, mas ressalta que o encarecimento real da energia tira a competitividade das indústrias nacionais.
Crescimento solar descontrolado gera desperdício
O editorial classifica a explosão da geração solar distribuída como um dos sintomas mais graves da desorganização do mercado. Os estímulos criados no passado, quando as placas fotovoltaicas eram caras, continuam em vigor mesmo com o país ultrapassando a marca de 60 GW dessa fonte. Como essa energia entra direto nas redes locais e foge do controle do Operador Nacional do Sistema (ONS), o descompasso entre a oferta diurna e o consumo real provoca cortes forçados de energia limpa para evitar o colapso das redes.
A suspensão da captação renovável nas usinas atingiu o patamar de 20% de toda a oferta potencial em 2025, contra uma taxa de apenas 3,3% registrada em 2023. O jornal explica que o desperdício penaliza os geradores e não resolve o problema do abastecimento. Logo que o sol se põe, o sistema elétrico nacional volta a depender do acionamento de usinas térmicas tradicionais, que operam com custos mais altos e tarifas mais pesadas para o bolso dos cidadãos.
Mudança de regras em 72 horas expõe fragilidade
A publicação usou a execução do Leilão de Reserva de Capacidade para ilustrar as falhas de gestão da equipe do ministro Alexandre Silveira. O Ministério de Minas e Energia alterou os parâmetros técnicos e dobrou o preço-teto do certame em um intervalo de apenas 72 horas para atrair investidores, depois de passar anos adiando a disputa. A manobra repentina parou nos tribunais e gerou uma onda de contestações jurídicas de concorrentes insatisfeitos.
A análise da Folha conclui que a reviravolta nos preços comprova que os critérios técnicos foram mal definidos pela equipe econômica ou que o Palácio do Planalto cedeu à pressão dos empresários interessados. O texto reforça que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, mas transforma essa qualidade em risco econômico por pura má gestão. O jornal cobra a modernização das redes de distribuição e o corte de subsídios obsoletos.
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Falha de gestão? Isso é um bandido da luz vermelha que está fazendo com o Brasil o mesmo que Maduro fez na Venezuela
Como sempre, come ,dorme ,passeia e deixa a conta pros nossos bisnetos. E a massa ignara continua votando ou ajudando o Brasil ir pra lama. O próximo governo tem que ser dobrado ,8 anos,para correção. Atenção,ja há ocupação de vaga de Vorcaro. O que patrocinou o gilmarpalooza em Lisboa.