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Estadão critica 'Judiciário perdulário, lento e privilegiado'

Gastos excessivos e lentidão, além de benesses corporativas da Justiça brasileira, foram alvo do editorial do jornal

STF
Brasil tem o Judiciário mais caro entre 53 países | Foto: Antonio Augusto/STF

O Poder Judiciário brasileiro é “triplamente injusto”, pois é “lento, perdulário e privilegiado”, conclui o jornal O Estado de São Paulo, em editorial publicado neste domingo, 26. O texto mostra levantamentos publicados desde dezembro de 2024 que evidenciam os problemas da Justiça brasileira.

O primeiro deles é o Rule of Law Index (Índice do Estado de Direito), do World Justice Project, que mede a avaliação de especialistas na área e da população. Entre os 142 países, o Brasil fica em 80º lugar. A situação piora quando se pergunta especificamente sobre imparcialidade: o país fica atrás apenas da Venezuela.

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Leia mais: “Brasil só perde para a Venezuela em parcialidade da Justiça, mostra estudo

O segundo é um estudo do Movimento Pessoas à Frente sobre “supersalários” no funcionalismo federal. O levantamento mostra que mais de 90% dos magistrados e procuradores recebem acima do teto e custaram R$ 11,1 bilhões em 2023.

O Judiciário mais caro do mundo

O Brasil tem o Judiciário mais caro entre 53 países, que consome 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB). O dado é de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, divulgado na quarta-feira 24.

“Ainda assim, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, diz que ‘o Judiciário não tem participação nem responsabilidade sobre a crise fiscal’ do país”, afirma o Estadão. “À custa de chantagens, representantes corporativos procuram barrar tentativas de limitar os supersalários ou a discricionariedade da Justiça para criar novos benefícios.”

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O texto menciona também as “manobras” dos membros do Judiciário para acumular privilégios como o “mais maligno dos tumores”.

“Entre as disfunções no ecossistema judicial que encarecem a Justiça estão demandas repetitivas, excesso de instâncias recursais, decisões contraditórias, desrespeito a precedentes ou baixa predisposição a mecanismos alternativos de resolução, como arbitragem e mediação”, prossegue o Estadão.

O jornal critica os gastos excessivos e a lentidão e atraso do funcionamento dos tribunais. “Justiça perdulária não é Justiça”, conclui. “Justiça privilegiada é ainda menos”.

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6 comentários
  1. José Angelo
    José Angelo

    A solução será ser criada uma taxa de 10% a ser cobrada dos magistrados quando das vendas de sentenças.

  2. Doutor Adão
    Doutor Adão

    Fala para o estadinho tomar naquele lugar !! Agora, né Creuza ? Quem participou do consórcio da impensa durante a pandemia ? Será que o Pix do Cachaceiro parou de cair ?

  3. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Uma casta de mercadores, incompententes, chupins …

  4. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Se o Estadão estivesse indignado quando Barroso foi pressionar o congresso sóbre voto auditavel, o editorial de hoje poderia ser bem diferente

  5. Jefferson Vieira Paladini
    Jefferson Vieira Paladini

    Se tivéssemos forças armadas corajosas, de honra, caráter, princípios, ética e moral. Prenderiam quem saqueia a nação e criariam nova constituição botando ordem e favorecendo quem realmente carrega esta nação.

  6. Hamilton
    Hamilton

    Ganham muito, cheios de mordomias e, a maioria, trabalha pouco. Isso sem falar das viagens e + viagens no Brasil e para o exterior. Por isso, é o concurso mais concorrido do Brasil, o que não significa que os aprovados serão bons servidores. Concurso para os “decorebadores”. Não seriam aprovados no vestibular de medicina, engenharia ou ingresso no IRBr.

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