publicidade
Imprensa

Redes sociais superam mídia tradicional como principal fonte de informação

Levantamento do Instituto Reuters ressalta a mudança de comportamento do público

Pesquisa ouviu quase 100 mil pessoas em 48 países | Foto: Reprodução/Pexels
Pesquisa ouviu quase 100 mil pessoas em 48 países | Foto: Reprodução/Pexels

Redes sociais e plataformas de vídeo se tornaram a principal fonte de informação no mundo em 2026. Pela primeira vez, elas superaram a televisão, os jornais impressos e os sites de veículos de comunicação. Os dados constam no Digital News Report 2026, levantamento anual do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, ligado à Universidade de Oxford.

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 16, ouviu quase 100 mil pessoas em 48 países. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados usaram redes sociais e plataformas de vídeo para se informar na semana anterior à pesquisa. A televisão apareceu em seguida, com 52%, enquanto sites e aplicativos de veículos jornalísticos registraram 51%.

Receba nossas atualizações

Leia também: “Reino Unido prepara proibição de redes sociais para menores de 16 anos”

O relatório mostra que a mudança ocorreu de forma gradual nos últimos anos. O crescimento de plataformas como YouTube, Facebook, Instagram, TikTok e X impulsionou a transformação nos hábitos de consumo de notícias.

Redes sociais lideram entre os jovens

As redes sociais já são a principal fonte de informação para mais da metade dos jovens entre 18 e 24 anos. Em escala global, três em cada dez entrevistados afirmaram que essas plataformas representam seu principal meio de acesso às notícias.

A televisão mantém a liderança apenas entre pessoas com mais de 45 anos. Já os sites e aplicativos de veículos tradicionais perderam espaço em todas as faixas etárias analisadas.

O autor principal do estudo, Jim Egan, disse à agência de notícias AFP que 2026 marca um ponto de virada no consumo de informação. “Isso deve ser visto como uma evolução gradual, mais do que como uma mudança brusca”, afirmou, ao argumentar que o público busca cada vez mais notícias em formatos rápidos, audiovisuais e distribuídos pelas redes.

Público desconfia de notícias divulgadas pela imprensa

O levantamento também registrou queda na confiança do público. Apenas 37% dos entrevistados disseram confiar na maior parte das notícias que consomem. Trata-se do menor índice da série histórica do relatório.

O estudo mostra ainda que somente 17% dos participantes pagam por conteúdo jornalístico digital. Ao mesmo tempo, uma parcela crescente da receita publicitária migra para grandes empresas de tecnologia, o que amplia os desafios financeiros enfrentados pelos veículos de comunicação.

Outro dado que chamou atenção foi o avanço da inteligência artificial. Cerca de 10% dos entrevistados afirmaram usar ferramentas de IA semanalmente para acessar ou acompanhar notícias.

+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.