publicidade
Imprensa

Sob o PT, estatais parecem ser administradas para dar prejuízo, constata jornal

Em editorial, Estadão analisa rombo nas contas públicas mesmo com o aumento recorde da arrecadação no governo Lula

Governo Lula: estatais devem fechar 2024 com o maior rombo em 15 anos
No governo governo Lula, estatais voltaram a dar prejuízo | Foto: Marcelo Camargo/ABR

Em editorial publicado nesta segunda-feira, 1º, o Estadão analisa o aumento recorde de arrecadação pelo governo federal e, em contraste, o rombo crescente nas contas públicas e o caos financeiro das estatais. Trata-se da gastança patrocinada pelo governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva, constata o jornal.

+ Discurso eleitoreiro: Lula defende combate a privilégios em cadeia nacional

Receba nossas atualizações

Em condições normais, a arrecadação de R$ 2,3 trilhões em dez meses em 2025 seria suficiente para assegurar o fechamento das contas públicas. “Mas vivemos sob um governo petista — que, associado a um Congresso fiscalmente irresponsável, transforma o Estado num Pantagruel de apetite insaciável, que arrecada muito e gasta muito mais”, afirma O Estado de S. Paulo.

Estatais servem para acompanhar apadrinhados políticos, afirma Estadão

O jornal exemplifica com o caso das estatais, cujo déficit previsto para este ano aumentou de R$ 5,5 bilhões para R$ 9,2 bilhões. “O rombo monstruoso dos Correios decerto ajuda a explicar esse resultado, mas o problema é mais, digamos, filosófico: sob o PT, estatais parecem ser administradas para dar prejuízo, de modo a provar que essas empresas só existem para atender à população em atividades pelas quais a iniciativa privada, que só visa ao lucro, não se interessa”, afirma o jornal.

+ Governo Lula sobe previsão de rombo em 2025 para R$ 34 bilhões

Isso demonstra, segundo o Estadão, que as estatais no governo petista “servem para acomodar apadrinhados políticos e para bancar projetos de interesse do Palácio do Planalto sem passar pelo crivo orçamentário”.

Com esse uso político em foco, o jornal descarta qualquer possibilidade de um eventual novo governo do PT “tomar a única providência capaz de fechar o sorvedouro de dinheiro público em que se converteram as estatais, isto é, privatizá-las”.

Gastança e finalidade eleitoreira

Por isso — com a gastança como meta e o uso político do Orçamento —, “resta ao governo petista aumentar a arrecadação”. O jornal lembra que a sanha arrecadatória do governo petista teve arrecadação extra com a medida provisória do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que perdeu a validade em outubro. Somente em outubro foram arrecadados R$ 8,1 bilhões, quase 40% a mais do que no mesmo mês do ano passado, com o IOF. E o governo petista “demonstrou que manterá a disposição de usar o imposto —criado com a finalidade específica de regular o mercado de crédito — para fins arrecadatórios”.

O presidente Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad: piora histórica | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O jornal ainda cita a regra sobre a compensação tributária, aprovada no Congresso pelo governo, que prevê elevar a arrecadação de 2026 em R$ 10 bilhões. Porém, em que pese o aumento de tributos, o governo não corta despesas. “Em vez de cortá-las, simplesmente deixa parte delas fora do arcabouço fiscal”, afirma o editorial.

+ Governo Lula: estatais acumulam prejuízo de R$ 9 bi em 12 meses

O texto também lembra que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, reconheceu a demora em aprovar reformas fiscais, mas transferiu a responsabilidade maior para os “outros Poderes”. O Estadão, porém, lembra que “partiram do próprio presidente Lula os primeiros obstáculos às propostas de redução de despesas e controle de gastos elaboradas por técnicos do ministério de Tebet”.

Por isso, o jornal conclui que, embora o “impulso fiscal” tenha diminuído nos últimos meses, o que poderia ser resultado da própria desaceleração da economia, “o expansionismo dos gastos, continua como grande marca deste governo — o que certamente vai piorar em 2026, diante dos imperativos eleitorais”.

Leia mais sobre:

6 comentários
  1. Urias Roberto da Silva
    Urias Roberto da Silva

    Leitor da Folha, citado pela própria, disse que os Correios não foram criados para dar lucro e sim para fins sociais.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Aonde essa quadrilha põe a mão é destruída

  3. FORA LULA
    FORA LULA

    estabão apostando suas fichas na queda do bêbado de nove dedos.. claramente uma atitude golpista, afinal, não é déficit, é apenas resultado negativo. entenda como isto é bom!

  4. Denis R.
    Denis R.

    Só pode ser brincadeira né Estadão… rsrs
    Sugestão para a próxima matéria: “Descobrimos que a grama é verde!”
    Ah, e somente para lembrar, vocês fizeram o “L”.

  5. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Não é prejuízo: É ROUBO PREMEDITADO MESMO. CADÊ O AM CARRASCO DO CLEZÃO PARA DAR 24H PARA O LULLADRÃO EXPLICAR O ROUBO? É TUDO/TODOS JUNTOS E MISTURADOS.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade