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Estadão, sobre Lula: 'Um santo do pau oco na ONU'

Brasil poderia ter legitimidade para influenciar rumos da ordem internacional, mas não há credibilidade sem coerência

Lula discursou na abertura da Assembleia-Geral da ONU | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula discursou na abertura da Assembleia-Geral da ONU | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pela nona vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu à tribuna da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para recitar seu papel de cobrador.

A lista de queixas do petista tem de tudo, conforme destaca o editorial do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira, 25.

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Entre elas, está um tratado contra pandemias; menos gastos militares; paz no Oriente Médio, na Europa e na África; aceleração da descarbonização; menos fome, desigualdade, desemprego e violência; juros amistosos para países pobres; equidade de gênero e reformas na ONU que garantam maior representatividade às nações em desenvolvimento.

Para o jornal, tudo é muito razoável e condizente com uma cúpula que se presta mais a ser uma vitrine de aspirações que um fórum de resoluções.

“Mas, como insistia Henry Kissinger, a capacidade de influência geopolítica de um país depende de uma combinação equilibrada de dois ingredientes: poder e legitimidade”, destaca o texto. “O problema é que Lula não tem nem uma coisa, nem outra.”

Na ONU, Lula disse que a democracia vive ‘seu momento mais crítico desde a II Guerra Mundial’ | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Na ONU, Lula disse que a democracia vive ‘seu momento mais crítico desde a Segunda Guerra Mundial’ | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Poder, o Brasil nunca teve. Mas construiu uma reputação diplomática, com princípios constitucionais sólidos materializados pelos quadros técnicos e pragmáticos do Itamaraty.

Foi essa credibilidade, destaca a publicação, que conferiu ao país a prerrogativa de inaugurar todos os anos a Assembleia-Geral. Munido dela, o Brasil poderia exercer ao menos o poder de persuadir outras nações e mediar seus conflitos. Mas não há credibilidade sem coerência.

Uma das queixas de Lula foi que “o uso da força, sem amparo no Direito Internacional, está se tornando regra”.

Leia também: “Na ONU, Lula diz que a ‘liberdade de expressão não é absoluta’”

“Ao mesmo tempo, contudo, engendra com a China um ‘plano de paz’ que premia a Rússia, que violou o Direito Internacional ao invadir a Ucrânia, um país soberano, e ali comete atrocidades sistemáticas contra civis, como denunciado em corajosa carta aberta subscrita por dezenas de diplomatas latino-americanos, entre os quais os brasileiros Rubens Ricupero e Celso Lafer”, afirma o Estadão.

A Rússia, aliás, nem sequer foi nomeada no discurso de Lula, como em geral não são nomeados, nas notas do Itamaraty sob o comando espúrio de Celso Amorim, o grupo terrorista Hamas nem o Hezbollah.

Quando o Hezbollah, por exemplo, bombardeou um campo de futebol e matou várias crianças, o governo lamentou simplesmente “um ataque”, sem autoria. Quando Israel revida, multiplicam-se as recriminações e os adjetivos.

Lula critica ONU sem olhar para si mesmo

Em um discurso anterior, Lula se queixou de que a ONU perdeu “vitalidade”, que seus órgãos carecem de “autoridade” e “meios de implementação”, que sua legitimidade “encolhe a cada vez que aplica duplos padrões ou se omite diante de atrocidades”. Poderia estar falando de si mesmo.

“O que a sua diplomacia ‘ativa e altiva’ diz sobre as atrocidades na Venezuela?”, questiona a publicação. “Lula denuncia a omissão internacional no Haiti, mas recusou diversos pedidos de apoio a uma força de paz.”

Queixou-se das sanções que penalizam os cidadãos de Cuba, mas não disse meia palavra sobre a ditadura que os penaliza muito mais, há décadas. Queixou-se da negligência com o clima, enquanto subsidia combustíveis fósseis e as florestas brasileiras queimam.

Leia também: “Lula na ONU: comitiva tem mais de 100 pessoas, e gastos ultrapassam R$ 750 mil”

Propagandeou o Brasil como “celeiro de oportunidades” e exigiu recursos, mas não cria condições para recebê-los, como agências regulatórias independentes.

Queixou-se da falta de oportunidades às mulheres, mas não foi capaz de indicar nenhuma para a Suprema Corte. Queixou-se da “década perdida” dos países latino-americanos, como se os governos do PT não tivessem nada a ver com isso.

De passagem por Nova York, por sinal, Lula aproveitou para pedir às agências de risco que restaurem a nota de crédito do Brasil – enquanto maquina subterfúgios para driblar o próprio arcabouço fiscal.

Leia também: “Lula desiste de participar de evento nos EUA depois de confusão com seguranças de Biden”

“Eis a diplomacia ‘ativa e altiva’ de Lula, uma diplomacia ativista, calcada em ressentimentos, incoerências, indignações seletivas e aspirações vazias, e subalterna a potentados autocráticos”, afirma a publicação.

“Se ao menos fizesse sua lição de casa – nas questões fiscais e ambientais ou nos conflitos latino-americanos –, Lula poderia dar lição de moral”, acrescenta o jornal. “Mas, como disse o jornal esquerdista francês Libération, frustrado com suas ambivalências em relação à agressão à Ucrânia, Lula é um ‘falso amigo’. Os brasileiros mais solertes já sabem há tempos que ele é um falso estadista.”

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14 comentários
  1. Valdir José thibes vargas
    Valdir José thibes vargas

    É um energumeno perverso..o que fizemos de errado para ter um presidente com esse nível..que desgraça vivemos…

  2. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    ESTADÃO NAO É AQUELE JORNAL QUE FEZ DE TUDO PRA AJUDAR A ELEGER ESSE MALANDRO ?? COMO A GENTE DIZIA LA NA ROÇA: FINGINDO DE ÉGUA !!!

  3. Lucy Pimenta de Lima
    Lucy Pimenta de Lima

    O descondenado mente deliberadamente e impunimente.

  4. Marcus Borelli
    Marcus Borelli

    Segundo um dos criadores do pt lula é um sem caráter e eu digo um bandido.

  5. David S
    David S

    Fico imaginando, quem é que redige as barbaridades que esse ser extra terrestre fala!?
    Existe duas hipóteses.
    O cara é tão imbecil qto ele, ou é um tremendo baba ovo, que está lá para agradar o “nobre senhor”….

  6. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Sempre do mesmo. Esquerda é mentirosa e só sabe jogar a culpa nos outros. Só se dão bem quando herdam países já em recuperação, se aproveitam disso e afundam o país na lama de novo. E roubam muito já que não gostam de trabalhar, mas querem as benesses de quem ganhou dinheiro.

  7. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    “FALSO ESTADISTA”?
    Essa figura é absolutamente falsa em tudo.

  8. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Mais sujo que pau de galinheiro …

  9. Antonio Carlos Hoff
    Antonio Carlos Hoff

    Simplesmente ridículo. Não ´preciso dizer mais nada.

  10. Luiz Renato
    Luiz Renato

    Está chegando o momento aguardado pelo Estadão, ou seja quando Alckmin irá assumir o governo e descartar Lyle.

  11. Carlos Carvalho
    Carlos Carvalho

    O Lula culpa os «ricos de tudo». O mesmo que se trata em hospital de rico, que compra moveis de rico, gasta com viagem mas do que ricos

    Ate o rei na Noruega se trata em hospital publico.

  12. MNJM
    MNJM

    O Estadão acordou. Lula não engana mais a ninguém.
    Apoia td que está no eixo do mal e fa$ um governo desastroso.
    Pobre do nosso país, além da gastança sem limites, envergonha os brasileiros pelos seus discursos medíocres.

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