Os jornais por Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo convergiram no endosso à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que ordenou a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, diante das revelações da investigação da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo financeiro.
Em editorial publicado nesta quinta-feira, 5, o Estadão afirma que o caso revela uma estrutura de poder que atravessa instituições da República e ultrapassa a divisão entre “esquerda e direita”. O escândalo ofereceu ao país “um vislumbre — e só um vislumbre — de uma mecânica mafiosa de proporções imensas”, diz o jornal.
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A política brasileira “costuma ser descrita como um duelo entre esquerda e direita ou uma disputa entre Executivo, Legislativo e Judiciário”, mas o escândalo do Master “expõe uma clivagem menos confortável: uma rede perniciosa que atravessa partidos, governos e tribunais”. O texto classifica o caso como “uma máfia no coração do poder”.

Mensagens do ex-banqueiro encontradas em celulares apreendidos pela Polícia Federal indicavam planos para vigiar adversários, intimidar críticos e até espancar jornalistas. “Mas muito mais perturbadoras do que a delinquência do banqueiro corrupto e seus comparsas são as relações que Vorcaro construiu em Brasília“, acrescenta o Estadão.
O jornal frisa que Vorcaro não era um “aventureiro isolado”, mas alguém que “transitava com desenvoltura” entre ministros de Estado, dirigentes partidários, parlamentares e juízes das altas Cortes. “Isso ajuda a explicar por que se sentia tão à vontade para maquinar crimes em grupos de WhatsApp”, diz o editorial.
Folha critica Gonet por leniência em relação a Vorcaro
“A Turma”, como se intitulava o bando que atendia as ordens de Vorcaro, foi o foco do artigo da Folha de S.Paulo. Em uma das conversas obtidas pela PF, integrantes do grupo discutiram um plano para “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

“O filme que se vai produzindo em torno do descalabro do Master mostra um elevado grau de ousadia criminosa, de um lado, e de permissividade à penetração e à cooptação mafiosas em organizações do Estado, do outro”, diz o texto, publicado nesta quarta-feira, 4.
O jornal elogiou a decisão de André Mendonça de decretar a prisão preventiva, apesar de a Procuradoria-Geral da República pedir mais tempo. “Diante do volume de evidências da constituição de uma milícia privada, causa espécie a atitude do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de requerer mais tempo para analisar o pedido de prisão da PF.”
Na mesma linha, O Globo afirma que Mendonça “viu — com razão — necessidade urgente de mandar prender Vorcaro e seus cúmplices”. Na avaliação do jornal, a prisão preventiva do dono do Master e de seus comparsas “tornou-se condição mínima para o prosseguimento das investigações”.

O editorial, publicado nesta quarta-feira, pondera que as fraudes financeiras adotadas pelo Master em seu crescimento explosivo nos últimos anos já eram conhecidas, assim como as relações de Vorcaro no mundo da política.
Entretanto, “agora ficou exposta a faceta mais violenta do banqueiro que posava de arrojado e inovador”, diz o Globo. “É uma faceta que provoca revolta e indignação, mas não surpreende.”
O jornal, onde trabalha o colunista Lauro Jardim, ameaçado por Vorcaro, reforçou que “seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público”. As prisões preventivas, conclui o texto, “devem ser rigorosas e ir até o fim, intenção que até agora Mendonça tem demonstrado na condução do inquérito”.






































Muito estranho, a Folha, Estadão e Globo fazem parte dessa bandidagem toda que está aí, ué! Devem estar perdendo alguma parte da roubalheira e agora dando chilique!