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Governo Lula deixa Correios à beira do colapso, diz jornal

Para a Folha de S.Paulo, privatização é uma necessidade urgente para evitar piora na crise da estatal

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Os presidentes Fabiano Santos (Correios) e Lula (República), durante encontro no Palácio do Planalto, no qual o petista reforçou apoio à permanência de Santos no cargo - 11/7/2023 | Foto: Reprodução/Twitter/X/@correiosBR

Os Correios fecharam o primeiro trimestre de 2025 com um prejuízo de R$ 1,7 bilhão — mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Em 2024, a estatal já havia acumulado um rombo de R$ 2,6 bilhões. O desempenho financeiro da empresa reacende o alerta sobre o risco de colapso operacional.

+ Sindicato diz que Correios vivem colapso financeiro e operacional

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Em editorial, a Folha de S.Paulo atribui a piora dos resultados à decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de retirar os Correios do Programa Nacional de Desestatização. O jornal vê uma combinação de queda nas receitas, aumento de despesas e incapacidade de competir com empresas privadas que apostam em tecnologia e eficiência logística.

As vendas de produtos e serviços caíram 12% no trimestre, com impacto da tributação sobre encomendas internacionais de pequeno valor.

A sucessão de erros dos Correios

Denominada Correios Log Saúde, essa nova linha de negócios atenderá o setor médico, hospitalar e farmacêutico
Correios consideram criação de marketplace e expansão para o mercado de bancos digitais | Foto: Divulgação/Agência Brasil

Para o jornal, o principal problema estaria na estrutura da estatal, marcada por um quadro de pessoal inflado e por práticas que aumentam os custos. Os gastos com salários e encargos subiram 8,7% no período, chegando a R$ 2,7 bilhões.

As iniciativas anunciadas pela direção da empresa, como a criação de um marketplace e a expansão para o mercado de banco digital, foram classificadas no editorial como “delírios”, diante da falta de recursos e das limitações da gestão estatal.

“A promessa de criação de um marketplace próprio e da expansão para novos mercados, como banco digital, soam como delírios diante da insuficiência de recursos financeiros e administrativos, dadas as travas e os vícios do regimento estatal”, afirma a Folha. “Quanto às despesas, também observa-se o padrão petista. Salários e encargos aumentaram 8,7%, para R$ 2,7 bilhões no período, impulsionados por reajustes, gratificações e benefícios previstos em acordo coletivo.”

Privatização é necessária para evitar o colapso da estatal

A promessa de economizar R$ 1,5 bilhão com um programa de demissão voluntária também é considerada tardia e insuficiente. Segundo a avaliação do jornal, é possível manter a oferta de serviços postais públicos em um modelo de mercado mais competitivo, inspirado em experiências internacionais.

“É perfeitamente possível manter a natureza pública dos serviços postais com a necessária inserção privada num mercado competitivo e intensivo em capital. Baseado em experiencias internacionais bem sucedidas, o plano de privatização abandonado pelo petista buscava exatamente essa combinação positiva”, prossegue o jornal. “Ademais, a universalização do serviço postal, embora relevante, não justifica prejuízos bilionários que oneram o contribuinte.”

O editorial da Folha conclui que o governo Lula, ao priorizar o controle político sobre a racionalidade econômica, perpetua um ciclo de déficit financeiro e caos administrativo que degrada cada vez mais o patrimônio público.

Nesse caso, na visão da publicação, a privatização da estatal não é apenas uma opção; é uma necessidade urgente para salvar os Correios do colapso.

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1 comentário
  1. JOSE ROBERTO CARRARA
    JOSE ROBERTO CARRARA

    ora, ora, ora, não foi esse jornal que fez o L?

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